Sabem quando estamos aflitinhos para fazer xixi e vamos no carro a caminho de casa?
Sabem quando chegamos ao prédio (no meu caso são vários blocos) e está uma fila para entrar na garagem (no meu prédio há uma, enorme) e somos os últimos da fila e vamos ter que ficar a tomar conta da porta até que feche por consideração aos outros condóminos e por desconsideração aos ladrões?
Sabem quando estamos tão aflitinhos para fazer xixi que carregar no travão é um suplício, quanto mais na embraiagem e no acelerador?
Sabem aquelas vezes em que entramos na garagem e não está ninguém, e nunca, mesmo nunca nos cruzamos com o tipo que tem que fazer manobras para cima do nosso lugar para poder estacionar?
Sabem quando, contra todas as probabilidades, o tipo está lá? E vocês a ficar roxos de tanto apertar a bexiga e saídas consequentes?
Sabem?
E quando subimos o elevador e a vontade aperta? Assim em modo ai que é agora, ai que é agora?
Sabem quando, contra todas as probabilidades, dada a hora, o elevador pára no piso 0 (que desgraçadamente não é o vosso) e aparecem 4 vizinhos, que, ó pasmem-se, se cruzaram todos ali e todos querem subir?
Sabem quando o vosso sorriso é tão amarelo quanto o xixi retido que se apodera das vossas entranhas em forma de dor e aflição?
Sabem quando o elevador quase que chega ao vosso piso mas desgraçadamente os 4 vizinhos, ó pasmem-se, ficam nos pisos abaixo do vosso e vá de parar e vá de parar para cada uma das alminhas sair vagarosamente e, ó pasmem-se, dizer adeus, inventar assuntos de chachá, prender o elevador com o pé para dizer mais umas graçolas uns ao outros? E tudo a rir, menos a roxa?
Sabem quando estão mesmo quase e aparece uma palerma qualquer que não sabe bem onde está, o camafeu, e nem sabe para que piso quer ir, e o caramelo do vizinho vá de ajudar e vocês tão aflitos, tão aflitivos... e o pézinho do vosso parceiro de condomínio a travar o andamento do elevador?
Sabem quando perante a palermice da palerma que acaba por não vir no elevador, o vosso querido vizinho, essa alminha tão boa, que como todos os humanos também perde a paciência e partilha com vocês o desagrado por gente parva à solta e vá de fazer Tschhhhh Tschhh Tschhhhhhhhhh e esses Tschhhs só vos fazem apertar ainda mais as pernas? Assim bem apertadinhas, porque vocês estão em modo cataratas do Iguaçu?
Sabem?
Então agora apliquem toda esta sabedoria Xixiziana ao quase, quase, de férias e aí me têm.
É que é só cenas, só contorção, só abéculas, e todas em fila, até sexta, quando esta vossa amiga for de férias!
Tschhhhh, Tschhhhhh, Tschhhh, pessoas, Tschhh, Tschhhh!
Está quase, está quase!
Para quem está, boas férias, pessoas!
Para quem vai, Tschhhh, Tschhhh, está quase, está quase!
Go people, mais um esforço! Inté!
4.8.15
24.7.15
Exterminador implacável
Exterminador implacável
Há muitos anos atrás, no tempo das calças de cintura subida, camisolas de malha feitas à medida de mulheres balão e muita argola dourada ou de plástico colorido (pessoas, quem se lembra das argolas-brinco que vinham nos pacotes de batatas fritas? pré-histórico!), quando eu era a namorada recente do meu actual marido (há que apimentar a nossa história, se não é só uma cena boring de 24 anos juntos, qualquer coisa como desde sempre! e dito assim as pessoas acham-nos uns ganda malucos), fui convidada pela primeira vez a ir ao cinema.
Levada de mota para o Fonte Nova, assisti incrédula ao filme que se esperava, no mínimo romântico, e que tinha sido a escolha do Gil para a nossa primeira ida ao cinema juntos. Exterminador Implacável!
Sem comentários!
E isto tudo estava guardado nas minhas memórias, sendo assunto apenas recordado sempre que vamos ( ou íamos, há 2 filhas atrás) ao cinema e perdemos um tempo imenso a decidir que filme ver e que agrade aos dois... azeite e água... é mais ou menos isso!
Até ontem, pessoas, até ontem!
Munida de um Stop- piolhos, dois pentes de dentes finos e uma toalha branca, lembrei-me de ensinamentos shwarzenneguerianos e lancei-me nessa dura batalha de combate às bichesas capilaró-rastejante, encarnei o meu eu cyborg e enfrentei o piolhame que se apoderou das cabeças das minhas crianças!
Assim gordos e patudos, com antenas!
Um até tinha a barriga transparente e, acho, cheia de ovos de piolhos infantes!
Tás louca, pá! Piolhos grávidos?
Exterminador implacável e stop-piolhos!
A casa revirada do avesso!
Roupa toda para a máquina! Pilhas de roupa e piolhos, gordos e com antenas!
Ufa, o que vale é que é verão e seca tudo rápido... Éfe ó dê à é ase ésse é, chuva? Chuva, São Pedro? Em dia de combate a piolhos? A sério, meu? Éfe ó dê à é ase ésse é! Sim, fodasse, sem hífen e gutural! Meu, a sério?
Duas crianças, com loções exterminadoras até ao pescoço (de cima para baixo, tá bom de ver!), a ver se a coisa se dá e a grupeta da comichão infernal dá o baza!
Ó gente, assim gordos e com antenas, a rabear nas cabeça das riquezas de sua mãe! Gordos... arre porra!
E assim foi tudo a eito lá em casa, e agora são kilos de roupa por lavar e por secar e por dobrar e por arrumar!
Ó pessoas, não há um sitio ou cabeleireiro onde enfiam as cabeças dos miúdos nuns capacetes e exterminam de uma vez a piolhagem? Tenho ideia de ter visto qualquer coisa acerca disso.
Opá!
Bom fim de semana, pessoas!
P.S: Só espero que as outras mães sejam tão implacáveis como eu e o Arnold, e eliminem os parasitas del inferno capilar!
Há muitos anos atrás, no tempo das calças de cintura subida, camisolas de malha feitas à medida de mulheres balão e muita argola dourada ou de plástico colorido (pessoas, quem se lembra das argolas-brinco que vinham nos pacotes de batatas fritas? pré-histórico!), quando eu era a namorada recente do meu actual marido (há que apimentar a nossa história, se não é só uma cena boring de 24 anos juntos, qualquer coisa como desde sempre! e dito assim as pessoas acham-nos uns ganda malucos), fui convidada pela primeira vez a ir ao cinema.
Levada de mota para o Fonte Nova, assisti incrédula ao filme que se esperava, no mínimo romântico, e que tinha sido a escolha do Gil para a nossa primeira ida ao cinema juntos. Exterminador Implacável!
Sem comentários!
E isto tudo estava guardado nas minhas memórias, sendo assunto apenas recordado sempre que vamos ( ou íamos, há 2 filhas atrás) ao cinema e perdemos um tempo imenso a decidir que filme ver e que agrade aos dois... azeite e água... é mais ou menos isso!
Até ontem, pessoas, até ontem!
Munida de um Stop- piolhos, dois pentes de dentes finos e uma toalha branca, lembrei-me de ensinamentos shwarzenneguerianos e lancei-me nessa dura batalha de combate às bichesas capilaró-rastejante, encarnei o meu eu cyborg e enfrentei o piolhame que se apoderou das cabeças das minhas crianças!
Assim gordos e patudos, com antenas!
Um até tinha a barriga transparente e, acho, cheia de ovos de piolhos infantes!
Tás louca, pá! Piolhos grávidos?
Exterminador implacável e stop-piolhos!
A casa revirada do avesso!
Roupa toda para a máquina! Pilhas de roupa e piolhos, gordos e com antenas!
Ufa, o que vale é que é verão e seca tudo rápido... Éfe ó dê à é ase ésse é, chuva? Chuva, São Pedro? Em dia de combate a piolhos? A sério, meu? Éfe ó dê à é ase ésse é! Sim, fodasse, sem hífen e gutural! Meu, a sério?
Duas crianças, com loções exterminadoras até ao pescoço (de cima para baixo, tá bom de ver!), a ver se a coisa se dá e a grupeta da comichão infernal dá o baza!
Ó gente, assim gordos e com antenas, a rabear nas cabeça das riquezas de sua mãe! Gordos... arre porra!
E assim foi tudo a eito lá em casa, e agora são kilos de roupa por lavar e por secar e por dobrar e por arrumar!
Ó pessoas, não há um sitio ou cabeleireiro onde enfiam as cabeças dos miúdos nuns capacetes e exterminam de uma vez a piolhagem? Tenho ideia de ter visto qualquer coisa acerca disso.
Opá!
Bom fim de semana, pessoas!
P.S: Só espero que as outras mães sejam tão implacáveis como eu e o Arnold, e eliminem os parasitas del inferno capilar!
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