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29.3.13

Ó Sol!

Pois que defendo a chuva, defendo este mau tempo em época dele, prefiro que chova agora que depois, não sou de memórias curtas e prefiro estar agora em modo cinzento do que como há 2 anos em Maio, por altura do dia da mãe, quando caiu uma espécie de nevão em Lisboa. Ou chuvadas apocalipticas que insistem em estragar a festa da minha criança mais nova há anos seguidos por volta do dia 26 de Maio. Ou os verões mornos sem gracinha nenhuma e com noites frias que temos tido recentemente. Ainda assim até eu já estou em rezas e danças para que o sol volte, mais não seja para tirar o ESTENDAL do meio da sala! Sou só eu que convivo com um ESTENDAL NO MEIO DA SALA? Irra ca nervos pá! E irra o caro colega que projectou este meu prédio e achou que um estendal raquitico num canto da cozinha seria suficiente, palmas para a sua brilhante versão moderna de uma marquise, mas a coisa queria-se maior! Quem não adora o cheirinho da roupa seca ao sol? Ó sol anda lá, volta! Estamos todos desejosos de ir para a rua, para a praia, para a esplanada! Churrascadas com os amigos com a tua benção e calor! Ah e por falar em churrascos e espetos e cenas a assar, AGORA, mais que nunca precisamos de ti, mais não seja para fazer Espeto de Sócrates, a ver se "aquele coisa" frita na sua própria lata! Sou só eu, pessoas, ou está tudo farto de estendais na sala e politicos do mais aldrabão, cara de lata (e de cu! desculpem lá os sensiveis!) que há? E é isto sol, à tua falta, estes escroques saem da sombra sem medo de chamuscar a sua cara de pau! Sou só eu, minha gente? E já é Páscoa! Que seja santa!

23.3.13

9 anos

Hoje faz 9 anos que deixei de fumar.
Decidi fazê-lo muito tempo antes de o conseguir fazer de facto.
Ouvi uma frase de uma amiga que me deu todo o alento.
"Se o Mário conseguiu toda a gente consegue!" referindo-se ao marido que fumou 3 maços por dia e conseguiu deixar de fumar.
Eram 22h, mais coisa menos coisa, quando fumei o meu último cigarro. À janela do meu quarto de solteira.
No dia a seguir peguei em todos os casacos e levei-os à lavandaria. Lavei toda a minha roupa com o detergente e o amaciador mais jeirosos que encontrei.
Mastiguei chicletes de morango (ainda existem?) durante algumas semanas.
Sofri, mas estava determinada.
De cada vez que me apetecia fumar um cigarro (isto é parvo, mas para mim foi absolutamente eficaz!) cheirava as golas e as mangas dos meus casacos ou das minhas camisolas e deliciava-me com o cheirinho a perfume.
Há lá coisa pior que o cheiro  a cigarro, nas mangas, nas golas, nos dedos? E em dias de chuva com a humidade do ar? Asqueroso e pestilento. E foi não querer cheirar assim o que mais me ajudou! Incrível!
Hoje passados 9 anos, posso dizer que consegui!
Tenho muito respeito por esta minha decisão, e ainda hoje me considero fumadora. Porquê? Porque acho que continuo a ser viciada. Quase que aposto que se fumasse um cigarro agora, rapidamente me iria apetecer outro e outro e poderia deitar tudo a perder.
Escolhi não fumar. E tenho respeitado isto todos os dias.
Ao inicio foi um sacrifício, chegava a sonhar com cigarros, sentia a privação da nicotina nas pontas dos dedos (será possível?).
Muito raramente, sonho que fumo. Arrependo-me tanto. Penso sempre: "Estraguei tudo!" Quando acordo é um alivio tão grande!
E nem vou estar para aqui debitar as vantagens para a saúde.Todos sabemos que faz mal!
Por isso, minha gente fumadora, pensem lá bem nessa vossa saúde! E se o Mário e a Julieta conseguiram, todos conseguem!
Bom fim de semana!