12.9.12

Da mulher irada ou pessoas que são apenas intragáveis

Nas férias fomos a um restaurante à beira da estrada, no Algarve profundo, comer frango e presunto num ambiente descontraído. É quase inglório lutar contra 2 crianças pequenas obrigando-as a estar sentadas à espera da refeição. Estávamos sentados num avançado tipo esplanada na marquise, quase ao ar livre. As nossas crianças começam a ficar entusiasmadas e levantam-se para brincar à volta da mesa. A Mercês com 2 anos ri-se muito, dá sempre gargalhadas gigantes e a irmã nunca lhe fica atrás. Nem sequer estavam a ser péssimas, e isto sou eu a dizer, a pessoa que não tem rigorosamente paciência nenhuma para crianças “gritonas” a começar pelas suas.  Eis senão quando a “Mulher Irada” dá de si! E por trás de mim oiço-a guinchar que tirasse dali imediatamente as criancinhas que sua excelência queria sossego! (BOLA VERMELHA: O que ela queria sei eu, uma bem dada – percebam o que quiserem). Ui ui minha senhora está a pisar terreno movediço! Levantei-me direita à “Irada” e disse-lhe calmamente que aquelas 2 criancinhas eram o garante da sua reforma e que o melhor que tinha a fazer era agradecer por ainda haver gente disposta a tê-las num país onde fazem tanta falta! Guincho irado: “Não preciso de reforma para nada óooooo!” Ó digo eu grande estúpida, mas isso já não lhe disse que tenho por princípio não entrar em discussões com anormais até por uma questão de dever social! Virei-lhe costas e ficou guinchando, sobretudo porque o meu querido marido, que não partilha do mesmo princípio de sua amada, antes a mesma teoria de uma série de gente: “Cala-te tu grande estúpida, agora aguentas, azar!” (Tive mesmo que o acalmar e pedir-lhe que não desse mais conversa a idiotas); A Rosarinho a perguntar: ”Oh mãe o que foi? O que disse a Senhora?”. Eu a responder: “É uma bruxa Rosarinho, é uma grande bruxa que ali está!"

E então rimos até às lágrimas a imaginar aquilo que lhe devíamos ter dito. Que chato que é isto de nunca dizer o que se quer na hora certa e depois ser tarde demais – há um episódio do Seinfeld que fala disto.

Pérolas a usar numa próxima vez, talvez até com o Miguel Sousa Tavares que é da mesma estirpe:

- Pedir ao empregado que lhe vá entregar um chá de camomila à mesa (sugestão da Filipa);

- Educadamente dizer ao marido da Irada: “Um Senhor tão bem parecido acompanhado por esta avantesma, não estará a perder o seu tempo?”;

- Cara senhora corte os pulsos. (Muito educadamente claro está!);

- Levar a criança ao colo, no final da refeição e dizer-lhe: “Manda beijinho à Senhora, diz adeus!”;

- Agarrar no telemóvel, tirar-lhe uma foto e ameaçá-la com um: “Estás tão no facebook “Mulher Irada” (uma das minhas favoritas);

- Dizer-lhe apenas: “Tem que levar com as minhas filhas, e eu tenho que estar aqui a levar com essa cara de Monstra, não sei o que é pior! (esta é do Gil, numa versão mais educada!);

- Caríssima isso resolve-se na cama! (A minha versão hardcore!);

- Vai bardamerda! (A minha versão muito mal educada!);

Fiquei assim com um gosto amargo por não lhe ter dito mais nada, mas fica a experiência para uma próxima vez que me cruzar com uma qualquer criatura irada.

E é isto bardamerda com Iradas! Haja paciência!

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