30.1.13

História da chapa de madeira ou ainda não viste nada!

Ai que esteve cá o tipo que não queria nem putas nem ladras, ai que te cruzaste com a mulher irada I e com a mulher irada II, ai que há velhas muito chatas, ai, ai, mas ainda não viste nada Julieta Emília! Nada, comparado com isto que se segue!

- Bom dia, estas chapas de madeira…

- Bom dia.

- … que aqui tem, como posso escurecê-las? Com água?

- Com água não dá, porque quando secar volta ao mesmo…

- Ah, está muito bem… e como posso fazer?

- Pode usar verniz ou tinta.

- Ok. Vou levar.

Depois de pagar a chapa:

- Agora que já é minha… SHLEEEEEEEEEEEEEEEP! SHLEEEEEEEEEEEEEEEP!

A minha colega não sabia se ria se chorava, à frente dela, a senhora lambia a chapa. LAMBIA! L.A.M.B.I.A!
Pessoas, eu já atendi todo o tipo de loucos e doidas, mas esta é a VENCEDORA na categoria “Sou demente, and I know it!”.

E eu não estava lá! Eu dava tudo para ter visto esta cena! Opá! Opáaaaaaaaaaaa!

Ainda choro a rir só de imaginar a cara da minha colega a olhar para a mulher lambedora de chapas de madeira!
É ou não é uma animação, esta nossa loja?

Is this  a crazy world or what?
Go, people!

28.1.13

Contado ninguém acredita…eles andam aí! No meio de nós! E são doidos! Muito doidos!

Há uns anos entrei numa casa. Tudo desarrumado. Os meus pés a colarem ao chão. Todo peganhoso. A mesa por levantar. Roupa suja, lavada, amarrotada, por todo o lado cestos de roupa. Camas por fazer, almoço ao lume. Uma mulher descabelada, atarefada. Um miúdo pequeno. Um homem a dizer-me: “ A mulher é sozinha. Faz tudo sozinha sabe? Somos nós, o miúdo, que coitadinho morreu-lhe a mãe, e o nosso filho, pai do miúdo. A mulher tem que tratar de tudo e de todos.”
Comecei a ferver no momento em que começou a tratar a mulher por “A mulher”. Que raio, é a mulher dele não poderia dizer “a minha mulher”? “A mulher” parece “A coisinha” que ali está… Enfim, como este há muitos.
Não saí de lá sem lhe dizer qualquer coisa do género: “ Uma mulher, dois homens, seis mãos, podiam todos ajudar, não acha?” Sorriu apenas, nem deve ter percebido. Homens a trabalhar em casa? Dah, Julieta! Daaaaaah!
Hoje entra um tipo aqui na loja à procura de uma empregada.
- Sabe sou sozinho e tal… tenho a casa cheia de pó… preciso que lá vá uma mulher, porque as mulheres é que sabem… sabe?
- (Não, não sei ó otário! Temos cena! Oh Yeah!) Ah, não conheço ninguém mas posso ficar com o seu contacto pode aparecer alguém à procura de trabalho. Quem sabe. E uma empresa de limpezas? Já ponderou essa hipótese?
Eu tenho uma pachorra... a sério! Até eu fico admirada! Porque é que eu não mando logo esta gente dar uma volta, sem regresso? Why?
- Essas empresas estão cheias de romenas e brasileiras, umas são ladras, as outras se eu quiser vou ao Parque Eduardo VII e arranjo uma prostituta e de madrugada tenho a casa limpa. Se é para me arranjar uma dessas não quero. Essas pessoas chegam cá só para roubar. Eu entrei nesta loja porque vi estas fitas e pensei: “Aqui há senhoras… “. Bem achei que fossem velhas mas deparo com uma senhora nova, ah, ah, ah! Então já sabe, tem que ser de cá, que as de cá nunca ouvi que fossem ladras. O meu amigo pôs lá uma brasileira, ela engravidou, depois meteu-o em tribunal, foi para o Brasil e agora está lá posta com 400€ por mês, é uma senhora! Dessas não!
Por esta altura eu já tinha a certeza que nunca lhe daria o contacto de ninguém. Depois ainda falou em 3€ à hora – Ah, AH, AH agora rio eu a bandeiras despregadas - Ó criatura, isso ganham os enfermeiros, os arquitectos, etc, doutoradas em esfregonas ganham o dobro – Ah, Ah, Ah!
Só me saem duques!
- Eu espero que a opinião que os estrangeiros têm dos emigrantes portugueses, dos milhares de jovens, rapazes e raparigas, que debandam deste país diariamente, seja bem diferente da sua opinião em relação aos emigrantes, no nosso país…
- Eu é que sei porque eu leio jornais… Romenas e brasileiras são putas e ladras, por esta ordem. Veja-me lá isso. Agradecido.
É que não vou ver nada! Este palerma que se agarre ao pano do pó e comece por limpar os preconceitos que lhe povoam as entranhas. Que idiota. Opinião de quem já teve empregadas de várias nacionalidades, que até já foi roubada, mas não generaliza.
Portanto, aqui fica registado, em jeito de memória futura:
Loja de meias de descanso? Não. Retrosaria? Não. Agência de empregadas de limpeza? Não.
Sirgaria e passamanaria? Sim. Abatjours? Sim. Aulas de costura? Sim, e também para homens. De cabeça limpa, claro está! Isto é o que podem encontrar aqui no estaminé! O.K.?
E hoje uma senhora entrou aqui na loja e disse:
- Bom dia, ah… ah… se calhar não têm… galões têm?
Sou eu? É de mim? Ou anda tudo doido?
People comé que é? Menes, e depois o outro é que fuma cenas maradas!
E roda mais uma semana, gente! Que seja boa!

25.1.13

Sabem?

Sabem quando entramos numa loja de roupa de criança, à procura de alguma coisa específica para uma das filhas, e somos mesmo obrigadas a desenvolver todo um diálogo com a solícita senhora que nos atende e somos brindadas com um: “Então já tem uma menina… quando nasce o menino?”
- Hã?
Sabem quando os olhos da solícita senhora estão pregados na nossa barriga (MALVADA PANÇA DOS INFERNOS, LOGO HOJE VELHACA, G.R.A.N.D.E. V.E.L.H.AC.A., é que tinhas que estar INCHADA? PUTINHA DAS TORRADAS!), aquele olhar de lince bem no centro da nossa barriga, aquele sorriso cúmplice de quem olha para uma barriga grávida?
- Errrrrg… Eu não estou grávida…
Sabem quando começamos a encolher a barriga automaticamente, a encolhê-la, e aquela massa abdominal insiste em marcar a sua presença ao pendurão nos cós das calças, cós esse que desceu à conta da força gravítica e do peso do real monte de banha?
- Errrrrrrrrg… Eu estou é gorda!
Sabem quando nos começamos a ouvir em eco… GORDA…ORDA…ORDA…DAAAAAAA…
- Eu não estou grávida…
Sabem quando vos apetece enfiar num buraco (ASSIM PRÓ MUITO GRANDE) porque por esta altura a nossa barriga só se assemelha a um balão enfiado num tubo de enchimento, a encher, a encher, a ficar cada vez mais insuflado?
SABEM? S.A.B.E.M?
E sabem aquele momento fatídico em a senhora solícita e simpática, com tanta experiência de vida mas muita falta de vista ou de sentido de ocasião vai lá com a mão confirmar? CONFIRMAR! Ó gente esta pessoa confirmou! Posso aguentar? Posso?
Ó PESSOAS SÓ SE MEXE NA BARRIGA DOS OUTROS QUANDO DE FACTO SE TRATA DE BARRIGAS GRÁVIDAS (E, e, gente, e, e! Que eu cá nunca gostei desse hábito de esfregunçar a barriga de senhoras grávidas, sobretudo a minha, isso está reservados aos mais íntimos OKAI?PFFFF)!
Com a mão a esfregunçar a minha barriga, essa coisa com vida própria que me habita as frentes, riu e riu (ESPERO QUE DE VERGONHA!): “Ah, Ah é só gordinha! Mas parecia! Parecia, de facto!”
Pois o problema é esse, é parecer! De facto!
E ao sair da loja ainda a ouvi dizer: " Você nem é gorda!" Seria para me animar? Terá percebido o risinho amarelo? AMARELÃO que lhe lancei? ah, ah, ah... ah...ah...
Facto é que, ou eu corro desalmadamente e ingiro fibras como se não houvesse amanhã, ou eu bem posso ir gozar “esta gravidez” para os transportes públicos em hora de ponta, para as filas da segurança social e finalmente voltar a ser aquela grávida que perante enchentes nos saldos do Ikea ao sábado à tarde em dias de chuva toca a uma campainha e uma caixa é aberta em sua honra!
Quem é que me dá com um pau na cabeça? Na sorte fico amnésica e ao acordar só me recordo de uma Julieta corredora de fundo? Alguém? Assim uma pancadinha? Não?
Oh well! Bom fim-de-semana! Eu cá já tenho programa, ESMERDAR-ME NO GINÁSIO! Go, Julieta, go!



22.1.13

É o bicho, é o bicho! Pássssss! Já “fostes”!

Eu podia ser uma boa empregada doméstica, e quem diz doméstica, diz  electricista ou canalizadora ou pintora ou trolha ou canteiro ou o que for. EXCEPTO…
EXCEPTO fiscal da emel. E.x.c.e.p.t.o FISCAL DA EMEL. EMEL!
Acho que posso definhar (cruz credo canhoto), mordo a língua 3 vezes, benzo-me, mas fiscal da EMEL jamais! “Jamé” em tempo algum!
Eu não os suporto. Eu odeio fiscais da EMEL. Tinhosos. Lesmas. Rastejantes da calçada portuguesa. Bufos. T.I.N.H.O.S.O.s!
E vocês perguntam: “Ah foste multada e tás ca`raiva? Isso passa!”
Não meus caros, não fui. Eu ponho moedas no parquímetro. O que fazer? Sou uma cidadã cumpridora. Ou então estaciono o carro a milhas e caminho rua fora, para poupar dinheiro.
Eu não gosto deles e delas porque, e a ver aqui pelos espécimes que deambulam todo o dia por Alvalade, engoliram um galo na formação para fiscais (bufos) onde pouco mais devem ter aprendido que saber ler o ticket que sai do parcómetro. Tipo (momento Pépa) 12am é diferente de 12 pm. Doutorados em tickets. ESPECTACULAR!
Gingão. Um caminhar lento. Mãos nos bolsos  e óculos escuros. Rato. Sempre à coca. Gira entre os carros. Pára diante de um carro. Olha em redor. Alça da crista. Fica em pose “Eu cá sou o fiscal da EMEL, cuidado gentinha, cuidado comigo! Eu cá sou um às a ler <tickês>. Estou de olho, people!”. Continua o seu caminho. Lança graçolas para a colega. Outra rata. De esgoto. Mais astuta. Sempre alerta. Mamas esticadas para fora a fazer par com o rabo entesado. A miss Sheila fardada de lesma da EMEL. Pose de pavoa. Nunca cede. Ar de má. Cabelo loiro pintado. Unhas arranjadas. Nem olha para os <tickês>. Demora-se à porta das lojas: “Eu vou a passar! Cuidado comigo. Tenho aqui um bloco. Cuidado com o meu bloco. Olhem para mim. Quantas queriam estar neste meu lugar de fiscal? Sou a maior lá do bairro. Cheguei longe. Carine Marise. Nunca pensaram pois não? Que seria possível? Quase doutora dos tickês!”. Riem-se muito um para o outro, em modo grunho, claro está, perante os cidadãos incautos:" Eh, eh (riem como se fossem cibernautas) eh, eh!". Grunhos!
E é quando aparece alguém esbaforido, a pedir clemência e pãezinhos quentes a estes dois tinhosos, que eu atinjo os pícaros da minha raiva EMELIANA. Aquele ar superior, aquela pose de “eu quero eu posso eu mando”… ODEIO-OS! A pessoa devia ter pago, não pagou, então vai ser multada. Ok. São as regras. Agora o que é absolutamente irritante é aquele ar de estrela cadente, aquele relinchar, aquele olhar altivo perante o pecador, o pequeno ser que não pagou. Quase que lhes vejo os corninhos e o rabinho pontiagudo. Diabos!
Um dia, eu vou ali à loja dos chineses, compro um “mata-moscas”, ponho-me à porta da loja, e de cada vez que passarem: Zuca na mona! Pás! Pássssssssssss! Tsssssssss! Até ardia! Ah isso é que era! Vou também à loja dos indianos compro um rádio a pilhas, que os têm lá bem jeitosos, e de cada vez que os vir a passar, guincharei: “Vá Iran Costa, cantaí meu chapa! É o bicho, é o bicho, voutxe dévoraaaaaaaaaaaaaaaaá!” No dia a seguir internam-me mas ninguém me tirará o gosto de ter acertado em cheio no bicho! Pás! Pássssssssssss! Tsssssssss! Até ardiiia! Páaaas em cheio na mona! Ah já “fostesssss”! Como diz a outra! Páaaaas! “Fostessse!”
Temos que aliviar o stress, não acham? Boa semana, gente!

18.1.13

Sou eu e a lesma, tudo na mesma!

Então que amolgaram a porta do carro do Gil. What`s new? Pois. Da outra vez foi a porta traseira do lado esquerdo, agora foi a porta traseira do lado direito.
Fixolas `pra isto tudo mais as idas forçadas à oficina. Já nos estamos a tornar assíduos.
Com isto das portas, e com tantas idas e vindas, acabei por ter toda uma experiência automobilística, uma diversidade de marcas e modelos para conduzir, graças aos carros de substituição. Já quase podia ser correspondente da AutoHoje ou de outra Autoqualquercoisa semanal (Pessoas, se há publicações merecedoras de leituras exaustivas no “real trono do alivio” são estas!).
Pois que um dos bólides que conduzi, e porque atraio situações parvas, foi, claro está, um Alfa Romeo. Yeah! A pontaria é tanta que o modelo foi, C.L.A.R.O E.S.T.Á, o Giulietta!
Eu quando vou em trabalho tenho a obrigação de marcar visitas por telefone. Já é uma maravilha quando me apresento, quando ainda só estamos em conversa telefónica, e sou brindada com Judites, Júlias, Hãs e afins e por fim lá compreendem o meu digníssimo Julieta Iglesias. Juro que às vezes oiço risinhos ou esgares sonoros, T.U.D.O B.E.M, aguento! Quantas há? Quantas? Ah pois é! Original até ao tutano!
Agora chegar à visita, ao volante de uma cena de 4 rodas de marca Alfa Romeo, modelo Giulietta, até para quem se chama Julieta Iglesias é PARVO, m.u.i.t.o PARVO! Vão pensar que eu sou ou doida varrida ou tenho a mania que sou engraçadinha!
Não vale a pena dizer-vos que o carro roça a cena desportiva (gostaria era de saber porque raio o seguro arranja como carro de substituição um “roça o desportivo” quando o que lá foi deixado não deixa margem para dúvidas de que é um monovolume familiar de 7 lugares!), é feio, feinho vá, para não ser bruta, e para mim ainda mais ridículo, uma vez que sou baixinha, e por mais que suba o banco lá continuo com aquela sensação que do lado de fora apenas se veem os meus olhitos, em modo esbugalhado, para conseguir ver por cima do volante e do tablier, um mimo! GOD! Que figuras!
Hoje o carro foi outra vez à Oficina…  What`s new? Diz que está com o motor avariado, diz ele lá no painel, mas parece que é só fita. Carros modernos e os seus sistemas eléctricos, pffffffff! Então que lá vim eu toda contente no carro-aflições, um carro à minha medida, um fiel companheiro de estrada, juntos já percorremos mais de 100.000km. Como estava sujo que metia dó, fui pô-lo na garagem para ser todo lavado e aspirado.
- Em que nome fica?
- Julieta Iglesias.
- Ah… o que você precisava era de um Alfa… ah ah ah… Romeo!
(pensei: Giulietta? Mas não disse… tenho tanta pena de não ter dito…)
- Ah ah (rebolo a rir ó engraçadinho!) era isso, era!
É isto. Rebolo a rir e estou que nem posso e toda eu transbordo ironia. GOD! Maria, Ana, custava muito? Carrega Julieta… Iglesias! Quantas há? Ah, okai!
Portanto, tudo na mesma como a lesma e como os dodots que limpam tudo na perfeição, excepto, EXCEPTO, rabos de bebé! Why? Sinistro…
Sinistro e divertido!
Tudo a correr, “aquele” abraço, `tá-se gente!

9.1.13

Mulher Irada II ou toma lá uma colher de mel que é para ver se te passa!

Depois de nos termos cruzado com a Mulher Irada I, no Algarve em pleno Agosto, eis que Janeiro me brinda com a Mulher Irada II!

Pessoas, estou eu sossegadamente na loja a atender umas senhoras, quando uma senhora com um aspecto normal (atenção que a nossa loja está muito perto do Hospital Júlio de Matos e só isso já é suficiente para fazer este tipo de reparo!), com idade para estar sossegada e não chatear quem trabalha, decide entrar só para fazer uma perguntinha.

- Aquele quadradinho com um bordado que está na montra é feito por vocês?
- Sim. É um Lenço dos Namorados.
- ENTÃO E QUEM OS FAZ NÃO SABE ESCREVER?
- A senhora não conhece os lenços dos namorados?

Mulher Irada II guinchando de frente para a montra:

- Eu não tenho que conhecer nadaaaaaaaaa! AQUILO ESTA TUDO mAL ESCRITO! “CURAÇÃO”? Coração com U? Isso é errado, está tudo mal! Deviam ter era vergonha!

Eu, imbuída de alguma paciência, ainda tentei explicar a razão dos erros, a graça dos erros, a história por detrás dos erros, e tudo o que obtive foi um lançamento de gafanhotos, digno de campeã, para a montra.

- Isto é uma vergonha muito GRANDE! E as crianças? Que rico exemplo! Está bonito, está! Oh se está!

Enquanto esta bruxa destilava veneno, esta velha dos infernos me consumia a paciência, eu pensava: “Ouve velha eu estou capaz de te mandar à grande merda, à real porra, à digníssima bardamerda! Ouve velha! Eu estou capaz de te dar um encontrão para ver se vais destilar ácido para o buraco de onde saíste hoje de manhã!”

Contive-me, teve que ser, tinha outras senhoras na loja e aquela abécula dos infernos não me ia fazer perder o tino!

- E as crianças? A Vergoooooooooooooonha!

Juro que estive a olhar alguns segundos e a tentar perceber se esta era do grupo da consulta de comportamento do Júlio de Matos ou se era apenas uma bruxa ranhosa.

- A senhora vá por favor tomar alguma coisa para a simpatia porque está, de facto, a fazer-lhe muita falta! Um Bom Dia!

Foi o que me saiu. Entrei na loja incrédula com tamanha estupidez.

Mas de onde raios saem estas pessoas revoltadas? O que é que lhes corre nas veias em lugar do sangue?

Esta velha rezingona, bruxa disfarçada de avozinha foi rua fora a praguejar por causa de um inocente lenço dos namorados…
Eu aguento? Para o que eu estava guardada, sinceramente! Ter uma porta aberta é de loucos! Só não endoideço de vez porque, convenhamos, que isto até me anima os dias!

Um bom dia também para vocês, pessoas sorridentes e de bem com a vida!

7.1.13

Diálogos entre marido e mulher ou puns de vaca.

Estávamos a ver um programa na televisão que, entre outros assuntos de extrema importância, debatia essa grande questão acerca de dar ou não dar puns ao pé da cara-metade, se realmente acontece ou se “Deus nos livre e guarde”.

Ora eu, mente curiosa olho para meu rico marido e pergunto-lhe, sem sequer esperar uma resposta:

- Para onde irão os puns? O que será que acontece para se esfumarem na atmosfera?

Não fosse eu casada com uma Enciclopédia do Readers Digest e nunca ficaria a saber isto, num sábado a noite:

- Sabias que os puns das vacas são responsáveis por grandes níveis de poluição na atmosfera? Sabias que poluem mais que os automóveis? Que os gases lançados são tão nocivos para a atmosfera que já há cientistas a tentar, há anos uma resolução para este gravíssimo problema?

- Onde é que tu lês estas coisas?

Quem conhece o meu rico marido sabe desta sua apetência para enciclopédia, base de dados, é-lhe inato, e incrível. Surpreende-me sempre! Quando eu perguntei esperava apenas um ar de nojo e "tás masé parva" ou "eu sei lá para onde vão os puns"! Qualquer coisa menos uma explicação pormenorizada de um problema global!

Não contente com a inicial explicação que me deu, saca rapidamente do “Ai-funinho” e toca de me descrever situações, estatísticas oficiais, outros animais igualmente responsáveis por libertarem gases maléficos para a nossa atmosfera… sempre com uma cara séria e tez preocupada com isto dos puns libertados sem controlo.

E insistia:

- Sabias que o gás metano libertado pelos animais é 23 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono?

Pronto já chega. Também não quero uma mega explicação científica debruçada sobre o tema Puns. Obrigadinha. Deixa lá isso. Eu não sabia. Fiquei a saber. M.E.D.O!

Agora que penso nisso: “Opá e na India que elas andam para lá soltas como é que é?” Ui! Ui!

Pois que agora há que pensar duas vezes antes de… UPS! Seja lá ao pé de quem for…UPS! Serão os puns de gente tão nocivos como os das vacas e congéneres?

Boa semana!

4.1.13

Considerações sobre um electrocardiograma.

Pois que comecei o ano com alguns achaques.
 
Hoje foi dia de electrocardiograma e prova de esforço. A ver se o meu coração ainda palpita como deve ser.

- Bom dia.
- Bom dia, dispa-se por favor da cintura para cima, deixe ficar o soutien e vá ali para aquela passadeira.

Eu que sou uma pessoa precavida e já sei destas coisas vesti um soutien bonito, nada daquelas cenas tipo saco de algodão do dia-a-dia, não, não, um soutien bonito para não fazer má figura.
Subo para a passadeira ainda confiante e … Oh DEUS! Quem é a gorducha que me fita no espelho pregado à frente da passadeira? QUEM, em nome do Senhor, dos deuses, dos duendes da floresta, em nome da PÁTRIA pespega um espelho em frente a uma passadeira numa sala de exames cardiovasculares? Malvados! Um soutien bonito, sem dúvida, mas a gorducha que o carrega… E aquela pança? Aquela massa a saltar das calças? OH Pá! Oh Pá!

MULHERES DESTE PAÍS, vou dizer-vos isto e vocês, pessoas sensatas, vão acatar os meus ensinamentos: Quando forem ao médico, aquelas consultas do tipo “Dispa-se da cintura para cima, deixe ficar o soutien”, as minhas amigas em geral, e em particular, as queridas, que como eu veem o mundo do alto dos seus (quase) 1,60m, não vão usar calças, SOBRETUDO de cintura alta, da alta mesmo, não aquelas mais ou menos, aquelas mesmo altas, aquela invenção maravilhosa que faz de cinta e que por debaixo da roupa não se nota, MAS, ATENTEM BEM NISTO, MAS, que assim à queima-roupa denunciam uma barriga enfiada lá dentro, à força, no meu caso, e não é bonito! Minhas queridas roça o deprimente. DEPRIMENTE.

E eu nunca sou atendida por gordas, nunca me calha uma igual, um par, calham-me sempre magras, mesmo magras, mulheres sardinha! Ai, ai só enlatadas em tomatada! Magras, pfffffff (confirma-se: há uma cabra dentro de mim!).

Adiante.

- A sua tensão mínima apresenta valores elevados. Está nervosa?
- Ah, nada!

Se eu fosse o Pinóquio tinha tropeçado ali mesmo e enfiado toda a dentição frontal na passadeira.
Não, amorosa pessoa, eu não estou nervosa, eu estou é a morrer da cura. “Ai que vais fazer um exame para ver se está tudo bem, e vais subir para a passadeira e caminhar, até vais correr, e vai ser num sitio onde alguém, BRILHANTE, coisa mais rica de sua mãezinha vai ter a, BRILHANTE, ideia de fixar um espelho frente à passadeira das provas de esforço, para que pessoas como tu, adoradoras de queijo e de vinho e de pão, se olhem e nem precisem de médicos e o camandro para perceber que algo vai mal e está a transbordar das calças de cintura A.L.T.A!”

Agora imaginem, o verdadeiro horror seria se fossem de cintura descaída! ALERTA VERMELHO. Mulher encravada no mecanismo da passadeira apos queda aparatosa. ALERTA!

Exame superado, não estou “cardíaca”, ainda me aguento nas cruzes.

- Um bom dia para si e aguarde ali na sala de espera pelo resultado do seu exame. Feliz Ano Novo.

VENHA O DIABO E ESCOLHA! A sala de espera é muito provavelmente o segundo lugar para começar a ter palpitações e uma crise nervosa. Sala de espera essa que não é mais que um terreno fértil de doenças, maleitas, todas as desgraças possíveis de descrever após quase se morrer, sim porque a “fauna e flora” que povoa as salas de espera dos consultórios, enchia manchetes do jornal “O Incrível” nos idos anos 80/90, caso relatassem as suas experiências de quase morte, as suas quedas, as suas dores, as suas desgraças… MEGAFONE NESTA GENTE! Blasfemar em francês também ajuda! Mon Dieu de la France! CALOU! SHIUUUUUUUUUUUUUU! SHIU! MANSAS, pá!

Acho que já estou pronta para outro exame cardiovascular, porque isto já foi emoção a mais!

Boa semana, corações amigos!

(pst pst: já vou na minha 3ª ida ao ginásio! Shiuuuuu, que é para não agoirar esta minha renovada força de vontade!)

3.1.13

2013

Já?

Ainda "ontem" estava algures nos anos noventa a pensar que a passagem 1999/2000 é que ia ser a loucura.
Lembro-me também de estremecer ao fazer uns cálculos e perceber que em 2000 teria 23 anos. ARRRRG! Tremi perante a visão de mim velha.

Tão parva. Tão, tão parva.

Começo o ano com uma nova obsessão. Flamingos Cor-de-rosa. Quero um. De plástico.

E hoje dia 03 esta (ainda) é a minha única resolução para este ano. Ter um flamingo de plástico.

Ah, isso e o desejo cada vez maior de ir viver para outro pais.

Feliz 2013 gente boa!