8.1.16

Olha e porque é que continuas com a mesma lenga lenga de sempre e não levantas o rabo e fazes alguma coisa por ti, ao invés de vires para aqui massacrar o juízo e o feed destas pessoas?

Porque assim torno a cena real.
Porque sempre acreditei que a palavra escrita e bramida aos ventos tem, imaginem só, o incrível poder de se fazer ouvir.
Porque senão sou só eu e a minha consciência, que convenhamos sempre foi lambona-esfomeada-farinhó-compulsiva.
Porque sou chata.
Porque sou chata.
Porque sou chata.
Porque talvez ganhe vergonha na cara e acabe o que tantas vezes começo e deixo pelo caminho.
Porque é muito mais divertido se vier para aqui partilhar as minhas crises existenciais.
Porque 2 pessoas se inspiraram nas minhas palavras e fizeram alguma coisa por si, e isso é só FUCKING AMAZING!
Porque desta vez o peso da idade está mais presente que nunca.
E porque, ménes do meu coração, com quem partilharia eu as dores e os amoques próprios da meia idade? 
A quem dizia eu que ir ao ginásio é o mesmo que acartar com sacas de batatas aos ombros com galochas nos pés num dia de verão num deserto africano perseguida por pragas de gafanhotos com um par de cuecas deslizante devido  ao efeito do elástico rebentado com piolhos no cabelo e sem as mãos livres para coçar a cabeça que dói por causa do pingo que insiste em cair do nariz ranhoso com inchaços abdominais e cólicas intestinais?
É por isto que vão levar com as minhas cenas.

Ainda está aí alguém?
Era só para desejar um bom fim de semana!

7.1.16

Julieta Cliché(zinhu) a caminho dos seus 40 (fucking years)!

Cá estou, minha gente.
Cá estou no dia 07 de Janeiro cheia de ideias e vontades.
Cá estou em início de dieta (sem loucuras!).

Sou tão previsível.
Tão Janeiro.
Tão igual a outros milhentos ménes das resoluções.
Já estou a Voltaren, tais as dores provocadas pelo regresso ao ginásio.
Tão cliché(zinhu), Julieta, benza-te Deus!
Mas olhem mais vale aqui que acoli, naquela cena gorda e lambona, tão texuga, tão tartaruga.
Na verdade, acho que nem vou conseguir, ainda assim vou arriscar para ver até onde consigo chegar.
Ser a minha testemunha.
São os meus 40 (fucking years) portanto, ou arrisco ou arrisco!
Estou mesmo a ver: "Sim, tenho 40..." E aquele olhar, sem som de fundo, penetro-fulminante: "Quem a viu e quem a vê... fez-se gorda, desleixou-se, está tão acabada, e agora, coitada, não há volta a dar..."
E eu bem me vi, naquele espelho do ginásio, assim cheia de carnes, e nem é propriamente gorda, é mais balofa, ofa, fofa, balão!
Tenho o mundo todo contra mim.
Tenho toda uma Julieta Balofa contra mim. E o filhadamãecornodeumraio do espelho do ginásio... corno... cena dos diabos...
Tenho tanta falta de vontade como apetência para encher o bandulho, assim mesmo boas pessoas, assim mesmo, bandulho!
E é isto, a seca do costume, um cliché(zinhu) tão clichézinhu.
São os 40 (fucking years), ternuras!

6.1.16

2016

2016.
Está aí alguém?
Como é que eu aqui cheguei?
Ao ano em que faço 40 (fucking years!).
Quero concentrar-me naquela cena muito actual que isso da idade é para meninos... mas não consigo!
Sempre são 40, sempre é capaz de ser o meio do caminho, e toda a gente sabe que a segunda parte é sempre mais curta.
Portanto estou que nem posso acreditar.
Quero muito fazer alguma coisa por mim e neste adeus aos 30.
Quero chegar aos 40 (fucking years!) bem melhor do que cheguei aos 30, mas sei lá eu como cheguei aos 30... deve ser da idade, estou com brancas, passaram-se 10 anos, assim num instante, num instantinho e eu nem me lembro de coisa nenhuma daquilo que é chegar a uma nova década.
40 (fucking years!), ménes!
Para uns nada, para outros tanto!
40 (fucking years!) daqui a 8 meses.
Tenho portanto 8 meses para me preparar para os meus 40 (fucking years!).
Ménes, a coisa vai doer, mas eu hei-de me orgulhar dos meus 40 (fucking years!).
Está aí alguém?