29.11.12

FODAhífenSE

Pessoas queridas, naturalmente, e apesar de algumas calinadas gramaticais espalhadas por diversos textos aqui publicados, que a palavra FODASSE não se escreve fodasse, e sim FODAhífenSE Certa disso, e tratando-se de um blog lido por gente educada, não quis ser assim tão agressiva usando a forma correcta!
Em modo memória futura, onde lerem fodasse já sabem, aquilo que se pretende é um muito bem escrito fodahífense!
Quanto a ti Passos, já sabes puto qualquer das formas te servirá na perfeição, no worry!

Tá-se people? Cool!

Como não dizer “FODASSE”?

A minha mãe acha que eu talvez me tenha excedido na utilização da palavra “FODASSE”.
O Gil torce o nariz, mas aguenta, afinal prometeu ao padre que era para o bem e para o mal.
Eu não a digo tantas vezes como a escrevo, e até a escrevo com floreados, tipo FODASSE, F***assseee! Fuck! Fónix e Fogo é FODASSE camuflado, nem vale a pena virem dizer que não.
Mas haverá neste mundo coisa mais libertadora de tensões acumuladas que um bom e velhinho “FODASSE”?
CriaaaaaaaaanÇas para o banho! Já vou… Venham lá! Já vou… Não me estão a ouvir a chamaaaaar? Já vooooooou… Ráaaaaaapiiiiiiido! Já vooooou… E eu aos gritos! É já! É AGORAAAAAAAAAAAA! ARRRRRRRRRG! VENHAM JÁAAAA! Já voooou… FODASSE, FODASSSSSSSSSE, meus! Já vooooou… Por esta altura já me descabelei já grunhi 20 fodasses (OH pessoas puritanas as crianças não ouvem os meus fodasses, calma! Sou uma besta, mas uma besta discreta, quase chique!).
Vá, venham lá! Dispo uma, dispo duas, mega cocó, ah tudo bem estamos no sítio certo vai correr tudo bem… FODASSE! FODAAAAAASSSSSSE! Em segundos a sucessão de acontecimentos vai ao mesmo ritmo que os meus fodasses em versão “***asssses” (para que criancinhas imaculadas não percebam!) É bonito de ver! MEGA cocó! Dodots de emergência (que cá em casa os rabos lavam-se com água e sabão que é a única coisa que funciona!) acabam… mega cocó e o último dodot… fico assim: meio dodot pendurado com o pacote agarrado eu a agitar o dodot para o libertar, a criança a espernear,  eu a ver o mega cocó a ameaçar tudo, TUDO! A outra criança meio despida a gritar que quer fazer xixi, a água a correr, a correr, o cabrão do Passos a aumentar as contas de tudo! Portugueses e Portuguesas estamos numa época em que… Vai-te foder Passos! Eu a ver a conta da água ao final do mês, eu a agitar o pacote dos dodots e aquele inferno de cola e humidade, o dodot agarrado ao pacote, o último dodot,  eu a limpar rabos com o pacote dos dodots em vez do próprio toalhete! Querooooooooooo fazer xixiiiiiiiii! Vai-te foder Passos! A água a correrrrrrrr! FODASSE! FODASSE! Querooooooooooo fazer xixiiiiiiiii! Lá enfio como posso as duas crianças na banheira! O cheiro da fralda! A água a correr! Ligo o chuveiro! ARRRRRRRRRGgggggggggg! Mega chuveirada em cima de mim, toda molhada! Crianças a rir, mãe aos gritos! TUDO MOLHADO! A conta da água! Vai-te foder Passos! Eu não quero lavar o cabelo! Ai que me estás a magoar! Tenho shampoo nos olhos! Aiiiiiiii cuidado com o chuveiro! Tudo molhado! Esfrega uma criança! Esfrega outra! Banho tomado! FODASSSSSSSSSSSSSSSE Pá! UFA, meus!
Ufa? Assim que termina a sessão caseira “manter uma família feliz, lavada e alimentada” e finalmente descansar os ossos no sofá, volta à carga: “Portugueses e Portuguesas… blá, blá, blá… Segurança Social, saúde, educação, 4 milhões…”. FODASSE! Vai-te foder Passos!
Serão fodasses a mais? Hum, acho que não!

Ai, pessoas! Se está mau, nem sei como ainda pode ficar! F****dassssssssssssssssse!

28.11.12

Como concorrer a Lojista do ano no Bairro de Alvalade.

Vir todos os dias vestida à “Vai à Bica”, o “Porte-Moedas” encaixado e os braços traçados por de baixo das mamas. De preferência vir trabalhar em dias de mau trânsito intestinal, com isto mata-se dois coelhos de uma cajadada só, má cara e mau feitio!  E a barriga inchada para compor o ramalhete!
O cabelo é ao gosto do freguês mas todos os tons de amarelo alaranjado, seco que nem palha, domado à conta de muita laca, serão bem-vindos e apropriados.
Mãos de “Dona Olinda”, dedos curtos, sapudos, inchadinhos, e com unhas pintadas de bordeaux ó que raio é essa cor!
Ter muito muito frio. Andar sempre em modo abraçado a si mesmo, manter a marreca de frio imaculada, com a curvatura certa!
Fumar ajuda na vitória (só por isto já não ganho o estatuto de lojista à séria, porque deixei de fumar há muito tempo), ombros encostados à porta a ver quem passa e a mandar baforadas nos passantes. Certeiras, saídas de todos os poros!
Varrer o chão à frente da loja, vigorosamente. Varrer tudo e mal! No fundo é apenas afastar o lixo da porta da loja directamente para a berma da estrada! Em modo espanador!
Berrar bons dias a quem passa no outro lado rua, atenção a isto, nunca do mesmo lado da rua, sempre a pessoas a mais de prái 20m de distância. E para ser eleita a lojista do ano não há como berrar todos os acontecimentos do dia a quem passa, do outro lado da rua, a 20 metros de distância: “ Olha não sei o que COMIIII! Ontem foi horrívelllllle! Tá bem oh depois eu digo-lhe que tu já não vaisssssssssse, tá bem! Já fostessssssssss à dótora? Okaiiiiiiiiiii! Téeeeeeee logue!”
Falar qualquer língua. É um bairro cosmopolita e dinâmico culturalmente. Português, bem ou mal, fanhoso ou tinhoso, já dá para atender qualquer nacionalidade ou origem.
Ouvir música, alto e bom som. Seguir o exemplo do senhor da loja de material eléctrico que ouve uma rádio que só passa anúncios ou o seu concorrente directo da outra loja de material eléctrico que volta e meia põe fado aos gritos ou brinda os transeuntes com música instrumental originária da Índia.
Saber tudo, sobre tudo, sobre todos, se não souber, perguntar a quem sabe tudo, sobre tudo e sobre todos, partilhar conhecimentos sobre tudo e sobre todos. Ter olhos de falcão, ouvidos de tísico e ser mais rápido que uma bala são factores eliminatórios na arte de bem saber tudo! T.U.D.O!
Se é a categoria Mercearia - Lojista Feminina tratar as clientes por “Meu amor”, se é a categoria Cabeleireiro - Lojista Feminina tratar as clientes por “Minha Querida”, se é a categoria Loja de ferragens - Lojista Feminina não tratar a cliente por nada nem coisa nenhuma e dado a coincidência de vender martelos e brocas e nunca ninguém reclamar (porque será?) atender os clientes apenas e só quando se der um intervalo na novela vista à revelia do chefe no PersonalComputer de mil novecentos e noventa e cinco.
Continuava tarde fora, caras pessoas, mas tenho gente para atender!
Voltem sempre!

27.11.12

É pêlos é!

Pêlos, grandes, pelas pernas fora. Uma perna branquinha, tipo leitão, com pêlos. Tantos que já me passou pela cabeça fazer o que se faz aos leitões e criaturas peludas. Chamuscá-los. Ora aqui está uma mega ideia. Uma ideia peregrina e pertinente. Chamuscar pêlos. Era num instantinho, tipo quaisquer 5 minutos seria o suficiente, indolor, sem grandes parafernálias e um processo limpo. O cheiro aguenta-se, nem tudo pode ser perfeito.
E era tudo a eito. Pernas, virilhas, buço, axilas e o que mais fosse. Chamuscamento geral! É adquirir o maçarico e lá vai disto. O cheiro a porco assado aguenta-se mulheres! São milhares de anos de escravidão feminina em prol da beleza, não venham agora com mariquices: “Ai o cheiro”!
Ao pensar nos pêlos dou por mim a divagar sobre diversos assuntos de extrema relevância na vida de uma mulher moderna que necessita de mais tempo para si e de ideias mega espectaculares para poupar tempo e dinheiro. “Qu`isto é que vaiiiiii uma crissssssssssse!”
Ginástica? Mulheres soltem a “FAME” que há dentro de todas vós e em vez de estacionarem o carro em frente ao local de trabalho ou de saírem na paragem mais próxima, decidam-se pelo local mais afastado e vão aos saltinhos. Para isso têm que levar uns sapatos extra, e saltitem até ao emprego. FAAAAAAAAAME, I´M GONNNNNNNNNA LIVE FOREVER! I´M GONNA LEARN HOW TO FLYIIIIIIIIIIIIIIII! Isto é milagroso! Larguem as crianças nos colégios e escolas mas subam e desçam as escadas em modo personal trainer… 1, 2, 3… é 1… é 2… é 3… Oh YEAH Pessoal! Bora lá, pessoas! 1, 2, 3… Inchaaaaaaaaaaaa…1, 2, 3! Bonito, bonito era irromper colégio dentro e atirarmo-nos para o chão e começar uma sessão de flexões e agachamentos e 1, 2, 3… Inchaaaaaaaaaaaa…1, 2, 3! (o pior era o mail urgente e enviado para o pai da criança: “…estamos em crer que a mãe da sua criança já não está na posse de todas as suas faculdades… reconhecemos-lhe alguns sinais preocupantes, talvez um esgotamento, talvez se trate apenas de um episódio único…).
No supermercado! Qualquer embalagem com mais de 1Kg serve na perfeição para levantamento de pesos! Cima, baixo, pacote de arroz, lata de feijão, sacos de areia para os gatos, cima, baixo, cima, baixo… nunca mais estar nas filas seria desperdício de tempo!
Ai! O tempo! Voa! 24 Horas não chegam para metade do que temos para fazer! Falta a energia, falta a vontade, os minutos passam, as horas voam… e depois sobram as como eu… gordinhas, peludinhas, cabelinhos em modo tufo, unhas assim a modos que sei lá! A badocha a crescer e a instalar-se sem piedade… nem para correr rua fora… Psssssssst Pssssssssssst! Acorda pá! A adormecer em qualquer lado onde se encoste a cabeça por segundos! Se um dia souberem de uma mulher que roncava de cabeça encostada ao parquímetro pode muito bem ser que seja eu! Psssssssst Pssssssssssst Acorda pá! É que já acredito que possa ser em qualquer lado, uma sesta de 3 segundos, no talho entre atendimentos, na secção dos produtos lácteos, na bomba da gasolina entre abastecimentos, 3 segundos e uma sesta… ah! Era já! Psssssssst Pssssssssssst Acorda pá!
Posto isto, caras pessoas, todas as sugestões de como ganhar tempo e aproveitá-lo da melhor maneira, serão (super-hiper-mega) bem-vindas!
E nem vou falar de cenas de terror, de pesadelos em Elm street, de cenas de faca e alguidar… de tarefas domésticas! Esse pesadelo, esse horror, esse atalho para a demência precoce! Essa “CATANA” que corta qualquer boa disposição! Catanada sem dó nem piedade era no monte da roupa suja! Golpes de Shaolin em qualquer monte de cotão! Precisão de espadachim de vassoura na mão! Oh Yáaaaaaaaaaaaa!
Maçariiiiiiiiicooooooooooo! Tragam-me o maçariiiiiiiiiiicooooooo! E começo logo pelas minhas pernas peludas!
(A palavra pêlos leva acento circunflexo ou eu estou enganada, é que sem parece tão estranho… o corrector do meu Word não deixa, mas como eu quero é que o corrector do word vá BARDAMERDA mais o acordo ortográfico, QUE SE LIXE, escrevo com “chapelinhu”!)

Hã? Hã? Ah sim, agora vou trabalhar! Inté, caríssimos!


26.11.12

Colo mãiiiiiiiiiiiiiiii!

À porta do colégio: Colo mãiiiiiiiiiii! Mãe dá colo à criança e caminha cerca de 200m, sobe e sobe e sobe escadas, sempre com a criança ao colo! 12Kg
No supermercado: Colo mãiiiiiiiiiii! Mãe dá colo à criança, impinge-lhe meio supermercado mas a miúda não desarma! Mãe dá colo à criança e palmilha por entre prateleiras com a anca de lado, em jeito manco! 12Kg
Em casa: Colo mãiiiiiiiiiii! Mãe dá colo à criança e deambula por entre tarefas domésticas, vai pousando a criança no chão… Colo mãiiiiiiiiiii! 12Kg
Na Igreja a ver o primo ser baptizado: Colo mãiiiiiiiiiii! Mãe assiste a toda a santa cerimónia a blasfemar na casa do senhor, mãe herege! 12Kg
Ao almoço de Domingo: Colo mãiiiiiiiiiii! Mãe almoça como pode e defende o seu prato do ataque eminente de pequenas mãos que davam todos os seus brinquedos em troca da autorização para os enfiar prato dentro e chafurdar como se não houvesse amanhã! Esperneanço em cima de uma das pernas da mãe que tenta enfiar alimentos na sua própria boca fazendo malabarismos a cada garfada! 12 Kg
Chegada à garagem: Colo mãiiiiiiiiiii! Em dueto! 25 Kg! 2 Crianças com a birra do sono! Casacos, que já habitam o carro e raramente sobem à habitação, 2 lancheiras, sacos do supermercado e dezenas de coisas, coisinhas e ceninhas. Colo mãiiiiiiiiiii! 25 Kg (sinceramente se eu me dedicasse ao levantamento de pesos poderia vir a ter sucesso, treino tenho eu!)
Colo mãiiiiiiiiiii! Colo mãiiiiiiiiiii! Colo mãiiiiiiiiiii! Colo mãiiiiiiiiiii! Colo mãiiiiiiiiiii! Colo mãiiiiiiiiiii!
Então por que raio, por que carga de água eu não emagreço um graminha que seja, hã! HÃ! Comé que eu não sou um monte de músculos? HÃ?
Por cada vez que me agacho, fico acocorada (palavra esta tão “literária”! Lembrar-me-ei de a usar se um dia escrever um livro, dá logo outro ar à coisa), carrego com tudo, 2 lancheiras num braço, a minha mala, o saco do colégio, sacos vários, os pulsos quase em carne viva tal o esforço, criança ao colo e agora levanta-te…ARGGGGGGGGGG… arrrrrrrrrrrrrre BURRA! Lá vou eu! Meio manca, meio torta! E lá vou eu!
Um graminha que fosse… Arre Burra! Músculos… nada… uns braços “secos”… nada…
Mamas descaídas de tanto colo? Sim.
Uma perna mais curta que a outra de tanto apoiar crianças na anca (sempre a) esquerda? Sim.
Mega esforço para me reerguer quando me baixo? Já só lá vai com as duas mãos a segurar os rins, em jeito de “ai as minhas cruzes”! Sim.
Colo mãiiiiiiiiiii! E nós damos, damos sempre! E nem um grama? Arre Porra!
Boa semana, caros!

23.11.12

Tira nódoas!

Quando eu não tinha filhas era uma mete nojo do pior, criancinhas de amigos eram um suplício com aquelas mãozinhas peganhentas. Ah deixa estar, não faz mal! Dizia eu! De mim despontava sempre um pinóquio, um alter-ego que eu desenvolvi. Por dentro eu pensava, porra pá, não estão a ver que a criança está toda besuntada, cheira a iogurtes e fruta moída, Arrrrrrrrg que nojo, pá! Olha agora o ranho, olhóooooooooo ranho no nariz da criança, porrrraaaaaaaaa meus! Que cena pá! Que cheiro é este? Opáaaaaa só faltava! O puto está todo cheio de cócó, um cheiro dos infernos, e vocês com essa cara de: “Ah fez cóco bébe? Fez um cóco linduuuuuuuu, meu amorzinho? Bilú, bilú!” Nãoooooooooo, pessoas que eu já não reconheço, o puto cagou-se todo e agora nós, EU, é que tenho que levar com esse cheiro, iogurte, fruta moída e mega cagada, páaaaaaaaa! Pá, meus! Acordem!

Depois tive filhas. Cóco, xixi, ranho, baba, vomitado, fruta, carne, peixe, bafo de pão com manteiga, até piolhos. E Adormeci. Igual aos meus amigos. Adormeci! Ou então ensandecia! Enlouquecia!

Já o Gil precisa de comprimidos para adormecer porque a cada nódoa guincha! A cada mão cheia de chocolate derretido, mão fechada, com o chocolate a ser apertado com toda a força, a escorrer pelas mãos e pelos pulsos, para dentro das camisas e camisolas, e perante as súbitas comichões na cabeça que dá sempre à pequenada quando têm as mãos sujas, guincha e estrebucha! Coitado, convenhamos, que sendo ele o responsável pelo tratamento da roupa na nossa casa, o homem se passa e com razão!

Na mesma medida eu guincho a cada grão de arroz que cai no chão. Pessoaaaaaaaaas! PESSOAS! Estou tísica! Eu oiço grãos de arroz a atingirem o mosaico da cozinha! Normalmente não finjo a dor que me invade os tímpanos e grito e guincho e estrebucho!

Vou no metro, olho para o meu braço e nódoa de ranho esfregunçado! Seco e arrastado!

Estou na pastelaria a almoçar sacudo migalhas do peito e noto, nódoa sei lá eu de que origem bem no meio dos botões! Tons de amarelo, seco e com textura!

Levanto uma perna e reparo numa qualquer cena agarrada às calças, melaço? Merdaço, cagaço? Sei lá meus! Uma nojice qualquer! GOD!

Começo a divagar, a divagaaaaaaaaar, estarei senil, estarei à beira da alucinação, sujo-me toda e nem noto?

Não! Sou mãe. Mãe de 2 filhas. E, sim, gosto muito de beijinhos de pequenas diabas da tasmânia, nem que sejam besuntados, de molho de bife, massa ou arroz. Já limpar… tem muito que se lhe diga! Com a pressa a sair de casa, mal tenho tempo para me vestir e arranjar o cabelo, esse tufo, esse algodão doce que me habita o cocuruto é apenas e só um rabo-de-cavalo bem amarrado na maioria dos dias. As roupas, às vezes por camadas, sendo que a camada de baixo não está passada a ferro! Fui, fuiiiiii! Estilo é apenas uma miragem!

E se antes eu podia dizer qualquer coisa como não me apetece e esparramava-me no sofá, agora tenho que levantar a realeza traseira e limpar, e alimentar, e mimar, e barafustar! Lembram-se pessoas que já são pais quando era tão fácil dizer: “Fica para depois!” Acabou! Não pode ficar para depois senão acumula, acumula, acumula!

Oh well! Haja saúde! Bom fim-de-semana, simpáticos e simpáticas!

22.11.12

19.11.12

Cantar pró boneco!

Uma coisinha que eu dou graças a Deus, que alço as mãozinhas aos céus, e grito obrigaaaaaaaaaaadaaaaaaaaaaaaaaa Senhor! Obrigada! Por não me teres colocado no caminho um marido cantor!
Cantor amador, cantor de fim-de-semana, cantor de sua mãezinha, cantor desafinado que não dá uma para a caixa, entenda-se!
Uma vez fomos a um restaurante onde a meio da refeição apareciam uns artistas e cantavam ópera. Haaaa, ahhhh, hum, como dizê-lo, okai, até é original, o pior é ficar com aquele peso na consciência de ir já com a comida a meio caminho da boca, ahhhhhhhhhhhhh, glup, e engolir em seco, fazendo marcha atrás com a iguaria e ficar para ali a olhar para o cantor… o estômago a roncar de fome, e o tipo LARAIIIIIIII LARAIIIIIIIIIII ÓÓoooooÓ…óoOOOOó… e nós para ali especados, assim a olhar… à espera do término de tal suplício... ÓÓoooooÓ… óoOOOOó… Laraiiiiiiiiiii!
E o terror, o verdadeiro terror que eu sinto que o cantor encontre alguma espécie de apoio em mim, e fique para ali agarrado ao meu ombro em grandes cantorias? PESADELOS com isto, pessoas! ÓÓoooooÓ…óoOOOOó… ÓÓoooooÓ…óoOOOOó… e especar-se a olhar para mim com aquele sorriso sou-cantor-e-faço-uns-biscates-em-restaurantes-italianos! ÓÓoooooÓ…óoOOOOó… e eu com cara de pessoa que ri em amarelo! TERROR!
Terror em versão poltergeist, em versão tragam-me um exorcista, era se meu rico marido algum dia se lembrasse de se pôr a cantar algo romântico só para mim com toda uma assistência por trás de lágrima ao canto do olho! And I……iaaaaaaaaaaaái… uiiiiiiiiiileeee always looooooooooooveeeeeeeeee iuuuuuuuuuuuuuuúuuuuuuú! Iúuuuuuuuuú! (nota: odeio Céline Dion, mais que tudo, mais que qualquer coisa, mais até que Tony Carreira!) Eu chorava, de certeza! E não era de comoção!
MEDO, muito medo! Mas acho que estou safa! O máximo que o Gil me cantou foi uma música que um dia escreveu, não para mim senão não sei não, mas a qual me foi dedicada, num dia de concerto na garagem de um tipo, tínhamos práí uns 16 anos e versava qualquer coisa assim: “Corre cabrinha, correeeee, CORRRRREEEEE” e cantado em grunho! Em GRUNHO! Um mimo!
Então que no Domingo estávamos nos Pastéis de Belém e uma gentil senhora se levanta, e toca de desatar a cantar, assim mesmo, com aquele sorrisinho de quem canta com mega voz, láláláaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalálálálaaaaaaaaaaaaaaAAAAAAaaaaaAAAAAAaóooooOOOOooóoooooo!
Tudo parado a ouvir a senhora, pasteis a regressarem ao prato, canela e açúcar por todo o lado, depois do fungar de surpresa para cima do pastel… Cof, cof, qué isto pá? E mais uma vez ficar ”práli” a ouvir a senhora… láláláaaaaa…há pessoas com uma lata! Cante senhora, cante! Láláláaaaaa! Ainda aquele momento embaraçoso em que a cantora se cala, fica a olhar embevecida para o público e… silêncio… embaraço geral e… CLAP CLAP CLAP!
Outra coisa que dou graças a Deus é nunca me ter dado para ser pianista de centro comercial ou átrio de hotel… GOD… pianista de centro comercial… a sério que não sei de profissão mais ingrata (dentro do género, claro!). Ah esperem lá, um dia pensei vir a ser arquitecta, vejam lá que até tirei o curso, que graça! No meu caso mais valia ter ido para ascensorista!  Ao menos subia e descia na vida, mas fazia disso profissão!
Boa semana, caríssimos!

The burning house

Sem contar com pessoas, o que levavas contigo se a tua casa estivesse a arder?


16.11.12

A cabeça! Um pé! Mini meias! Fónix!

Então que aqui a vossa amiga lá foi fazer mais um dos seus trabalhos. Incluía visitar uma casa e tirar fotografias. Tudo bem.

Mal chego dizem-me que deve estar cá o “Dótor”. Ah, está bem, está muito bem. Apresentações feitas e TCHARAAAAAAAAAAM eu de volta aos anos 70. Uma casa que, excepto o pavimento, parou nos anos 70. Tudo bem. Eu até acho a maior das graças e sou mega fã de cenas dos seventies. Portanto habitat natural.

CORTAAAAAAAAAAAAA! Há sempre um qualquer encosto de claquete na mão pronto para me dirigir nas cenas que compõem de forma muito, M.U.i.T.O criativa a minha vida.
Então que se tratava de uma “Clinica”. Yá! De quê não sei, nem fiquei a saber. Era alternativa. Yá! Só a palavra alternativa já é um mundo de hipóteses. Fixe! Muita marquesa, muito cortinado de papel, hum... Tssss! Tsss!

- Vá lá, vá lá, esteja à sua vontade! Tire, tire todas as fotografias que quiser, entre, entre!
Embrenho pela casa adentro, sala, 1 gabinete, 2 gabinetes, casa de banho (tão seventies!) corredor, 3 gabinetes…

- Olá!

Hã? Estarei a ouvir vozes? Ai tu queres ver! Nus não please! Nus, não!

- Olá!

Viro-me e (Ai!) hã? Ah sim olá! Ups! Dou um saltinho para trás, rodopio, e começo a aguentar a gargalhada… a garga(hahahahahahahaha)lhada! Opá, eu não vou aguentarrrrrrrrrrrrrrrre! NÃO VOU, NÃO! Ah, Ah, o que é que esta cabeça faz numa caixa? Uma caixa meia resmenga para tratamentos, vapores, calculo, cenas alternativas, lá está!
Pessoas, uma cabeça de dentro de uma caixa estava-me a dizer olá! O.L.Á! Uma caixa e uma cabeça! Imagino que a senhora estivesse lá dentro em posição sentada, e simpática que era estava-me a dizer olá!
TERROR! Viro-me de repente e entro de rajada numa outra saleta e começo a reparar nos pormenores: MINI MEIAS de VIDRO, de H.O.M.E.M, PENDURADAS por toda a parte, como se tratava de um R/c todas as janelas com gradeamento, todas as janelas com mini meias penduradas a secar, mini meias de vidro, para Hómem, do Dótor, claro está! Fónix, meu! O que é tu curas aqui?

Depois tive que entrar onde estava a cabeça. Boa tarde! MEDO! Uma cabeça, assim, numa caixa, até tenho medo de olhar à volta! Vou só tirar uma fotografia, hã… não a vou “apanhar” nas fotos… outra caixa sem ninguém e a  cabeça faladora: “Isto é para quê?”  Eu, a manter a serenidade, a garga(hahahahahahahaha)lhada!  A aguentar as lágrimas que me ameaçavam as bochechas, porque quando começo a rir, dá choro! Dá histerismo! Ópá só me lembrava quando há uns anos li no jornal “O Incrível” (alguém se lembra? Eu sim, que sou demente!) o caso “Skippy”, que muito me” afectou” na altura, um miúdo que nasceu apenas com cabeça e um pé, assim só, um pé e uma cabeça, e a cabeça na caixa a insistir: “Isto é para quê?” Mini meias de vidro pretas por todo o lado… Skippy faz a sua vida normal, anda ao pé coxinho… eu com 14 anos, indignada com tamanha “sorte”: “coitadinhuuuuu!” A acreditar, sempre fui crente de coisas parvas, idiotas mesmo… uma cabeça e um pé! MINI MEIAS DE VIDRO… PRETAS… Fónix, é com cada cena!

- Isto é uma clínica de?

- Naturismo, acho.

Pois acho que talvez se tenha enganado na designação.

Adeus, ó cabeça. Não o disse, mas pensei. Oh Skippy ao menos podias ir ao pé coxinho! Adeus Dótor! Isto é lá maneiras de se atender os pacientes e quem aqui vem? Obrigada Dótor, pela boa disposição com que saí da sua clínica, de vapores e cenas (QUE CENAS? Fiquei sem saber!) onde não se pratica a privacidade, mas sim a partilha, bonito Dótor! Mini meias de vidro! Um mimo!

E convenhamos que não há pior que a visão de alguém com mini meias de vidro assim, esticadinhas, perna acima! Agora imaginem o Skippy, um pé e uma cabeça, com mini meias de vidro, pretas!

Bom fim de semana, pessoas queridas!

14.11.12

“Comé que se fazem bebés? “

Acordar. Tomar banho. Acordar 2 crianças. Preparar 2 crianças e respectiva parafernália. Sair de casa. Enfiar 2 crianças no elevador. Tirar 2 crianças do elevador. Encaminhar 2 crianças para o carro. Encaixar cada criança em respectiva cadeira. Arrancar. Arrancar os cabelos no trânsito. Cantar pela milésima vez “Um elefante estava a saltar, numaaaaa teiiiiiiiiiiiia de aranha!” (Graças a Deus vai só até ao dez, senão… era a insanidade precoce!). barafustar com o marido cenas do dia-a-dia. Largar marido no seu trabalho. Cantar pela milésima e uma vez “Um elefante estava a saltar, numaaaaa teiiiiiiiiiiiia de aranha!”. Tirar 2 crianças do carro. Vestir 2 casacos. Descobrir que se esqueceu dos bibes, PORTANTO mãiiiiiiiiiiiii vai ter que pagar multa!. Deixar a 1ª criança. Correr para deixar a 2ª criança. Ir embora. Encontrar lugar para o carro. A 1km da loja para poupar no parquímetro (esses pequenos bufos, esses “cuninhas” do tiquet fizeram greve? Ainda não os vi hoje, sapos!). Abrir a loja. Aturar gente. Gostar de aturar gente porreira. Desejar pôr gente chata dali para fora. Média de idades 122 anos. Todas as doenças relatadas ao pormenor. Yáaaaaaa tá bem! Quero lá saber das doenças dos outros, fónix minhas! Engolir um almoço, tudo menos saudável, do tipo qualquer coisa. Ir para o outro trabalho. Fazer umas visitas. Descobrir que cada vez mais gente está na iminência de ficar sem casa. Agastar-se com os problemas dos outros e não poder fazer nada. Fazer os relatórios. Trabalhar. Trabalhar. Trabalhar. Ir buscar crianças, uma em cada edifício. Convencer 2 crianças a despacharem-se. Encaixar cada criança em respectiva cadeira. Arrancar. Cantar pela milésima e duas vezes “Um elefante estava a saltar, numaaaaa teiiiiiiiiiiiia de aranha!”. Ir buscar marido. Arrancar cabelos com 2 crianças, 1 delas com cocó na fralda, dentro do carro à espera do marido. Desesperar com a espera. Refilar com o marido. Marido a refilar. Tudo aos gritos. Acalmar. Ir ao supermercado. Entrar na garagem. Convencer 2 crianças que não dá para irem ao colo porque entre sacos, casacos, mochilas, malas, malas de portáteis, tripé, máquina fotográfica, cenas, cenas e mais cenas, não sobra um dedinho para levantar seja o que mais for! Chegar a casa. Convencer 2 crianças a irem para o banho. Preparar o jantar. Arrumar. Preparar. Fazer. Dar o jantar ao som de todos os sucessos do Panda, ou ao som brasileiro de filmes da Disney traduzidos. Alimentar 2 gatos. Limpar areia dos gatos (um cheiro a merda a dar as boas vindas quando chegamos a casa é suficiente para uma neura bruta!) Arrumar e limpar todos os vestígios de SER OUTRA VEZ PARVA e ter servido (És doida, és?) A.R.R.O.Z às 2 crianças. Fónix, meus! Ainda bem que não estou na China! Cada grão… espalhadinho, por todo o laaaado…! Enfrentar o momento de lavar os dentes, lava, LAVA, esfrega, ESFREGA BEM! Ai pá! Convencer pequenas diabinhas a irem para a cama. Beijinhos, quero águaaaaaaaaa! DURMAM! Tenho comichão! DURMAM! Ai a mana não se cala! DURMAM. Jantar (para conseguir comer em paz, muitas vezes jantamos depois!). Arrumar a cozinha, outra vez. Estender roupa. Vestir pijama. Lavar os dentes. Aterrar na cama. A.T.E.R.R.A.R! ZZZZZZZZZZZZZZ RONC ZZZZZZZZZZ RONC!
Comé que se fazem bebés? Ah, já me recordo, aquela coisa do anda cá, dá beijinho, amassos para lá e para cá, ah, tenho uma vaga ideia…ZZZZZZZZZZZZZZ RONC ZZZZZZZZZZ RONC!
É isto minha gente. Por isso é que há cada vez mais teorias que o auge sexual é aos quarenta, que os quarenta são os novos trinta. Pois! Ai anda cá e tal… Pois! ZZZZZZZZZZZZZZ RONC ZZZZZZZZZZ RONC!
(se depois disto tudo ainda há quem tenha energia para recordar aulas de anatomia, AQUI VAI VÉNIA! SARAVÁAAAA! ZZZZZZZZZZZZZZ RONC ZZZZZZZZZZ RONC!)

13.11.12

Serei?

Lambona que sou: Após qualquer coisa como prái 15 anos hoje comi um cheeseburger + batatas fritas (salgadas comóraio) + 1 cola zero. Até aqui tudo bem, pior foi conseguir chegar ao balcão do McDonalds, hoje tive a certeza que não queria voltar a ser adolescente (para além de que eu fui um espécime adolescente do mais parvo)!
Sortuda que sou: Pisei mega cagalhão (o Euro milhões está na iminência, convinha era jogar)! Fiquei com a sola dos allstar cheias DJIII MERDA e só isso já é uma bela PORRA para tirar!
Parva que sou: Ontem tive teste lá no curso e para variar não confiei em mim e, olha só a parva! Errei uma pergunta básica (a vantagem é que nunca mais esquecerei a resposta)!
Esperta que sou: mandei Tosquiar o Félix, está lindo de careca, tomou banho, cortou as unhas, e a minha casa tem menos pêlos! Gatos e donos muito felizes! A rolha para estarem caladinhos de noite é que ainda não arranjámos! Ainda estou na fase namoro desde que regressaram das férias, senão… fujam-me da frente! XISPAAAAAA!
Mamãiiii mui fofa que sou: Vou agora à procura de um batom (“um qualquer mamã – trata-me sempre por mamã, quando quer muito, muito, alguma coisa! Onde é que eu já vi este filme? – desde que seja bonito! Isto porque reparou que eu já contorcia o pescoço e revirava os olhos ao primeiro pedido de “batom das princesas”)!
Mulher dos infernos (em “complô” contra o marido) que sou: Dos óculos azuis nada, sumiram-se, “despareceram”! Nadinha, nicles, rien!
Lambona que sou II: Não tenho umas calças que me assentem bem! Será do rabo, será da anca, será da conjuntura económica, será mau-olhado da Merkel para sermos todas iguais a ela na sua formosura? Moeda única, cú único? Hum, não sei…
Lambona que sou III: “Descobri” a Nutella! E isso só pode ter o mesmo efeito que rastilho e pólvora, BUM! BOMBAAAAA! Tão bom, senhores! Tão bom!
Preguiçosa que sou: Agora tenho uma arrecadação à minha espera! Tenho um “Monstro” alimentado por mim, a caviar de monstro, a lagostas de monstro, e agora vou ter que dar cabo dele, amansá-lo, fazer dele um menino do coro! ARRUMAR! DIZ ALTO JULIETA EMÍLIA! A.R.R.U.M.A.R! A ARRECADAÇÃO! Ai, vou, vou, senão “PÓRRADA NELA”! E desta vez sou eu que me bato!
Boa amiga que sou: Gosto de vos saber aí! Abraço, caríssimos!

12.11.12

Ménes, tragam a vassoura! Bruxa na área!

Sou uma bruxa. Sou uma bruxa com uma verruga verrugona na ponta do nariz!
Mereço a “porrada no lombo”! Tragam os paus! Bruuuuuuuuuuuxa!
Coisa que sou! Esponja com pernas! Por vezes até me confundo e não sei se sou a bruxa se a própria da vassoura!
Feia, feia, feia! Ménes, é de fugir! É pior que um salpicão! Mais feia que um grelo, não se fosse dar o caso dos grelos terem olhos!
Uma esfregona com vida própria! Até pelo cabelo se vê logo que sou arraçada de esfregona!
Pessoa dos infernos com a mania da arrumação! Pá, não dá! Um esfregão verde bate-me aos pontos!
Mulher despistada, mulher bruxa descabelada!
E perguntam: “ Mas porquê?”
E respondo: “ Porque arrumei tudo muito arrumadinho, porque por baixo das vestes de bruxa existe uma mártir da lide doméstica, uma quase santa, uma candidata à perfeição sabão azul, uma pessoa que arruma tudo, assim por cores… assim por temas, tão bem arrumadinho, que há coisas que ficam para sempre arrumadas num mundo paralelo! Bruuuxa! B.R.U.X.A!
 E perguntam: “ Mas porquê?”
E respondo: “ Porque nesse mundo paralelo, nessa twilight zone do quinto dos infernos habitam agora os óculos do meu marido.”
- Os meus óculos azuis?
- Não sei! Devem estar arrumados em algum lugar! (ONDE? QUE RAIO! AINDA HÁ POUCO TEMPO OS VI!)
- Ai que é sempre a mesma coisa! Mexem-me em tudo! Vão ter que aparecer, vão ter que aparecer!
- Olha e eu é que tenho que arrumar tudo nesta casa! T.U.D.O! Fónix!
Pois! Ménes, eu qualquer dia passo-me! Pego mesmo na vassoura e vai tudo a eito!
Se esta pessoa que vos escreve não arrumasse a casa, querem apostar, (NÃO APOSTEM QUE PERDEM!) que tínhamos que ter uma mapa para nos podermos deslocar em casa? Q.U.E.R.E.M APOSTAR? QUERES APOSTAR marido da bruxa? Perdíamo-nos! Tão certinho, ménes!
Agora resta-me fazer um feitiço para os ”óculos azuis” aparecerem! Lagarto, lagarto, lagarto! Irraaaaaaaa! I.R.R.A!
Ménes, boa semana!

9.11.12

Pedras nos sapatos! Que pachorra!

Sábado, 15h:
- Onde querem ir?
- Ao Parque! Ao Parqueeeeeeee!
- Haaaaaaaa… outra vez? Está frio…
- Parque, parque, parque!
Oh meus deuses! Oh Santa Mãezinha do Senhor! Oh someone in the sky! Pleaaaaaaase ! Dai-me paciência para o Parque! P.L.e.A.S.E!
As miúdas divertem-se, apanham ar puro, brincam! Tudo bem! É bonito, que é! É saudável, que é! É uma seca para mim, para quem ali fica só a ver, para baixo, para cima, palminhas à primeira descida, palminhas à milésima descida, fotografias no baloiço, fotografias no escorrega! Uma ternura! Okai! Um bocadinhuuu seca! É o que é!
Okai! Mas como aguentar os pés enterrados na gravilha? Finiiiinha, do tipo quase pó! A entranhar-se nos sapatos, sim, porque antes de sair de casa tenho sempre a esperança de não ir ao parque e não penso no calçado… estúpida! Ainda assim, mesmo que vá de ténis, aquelas putinhas daquelas pedrinhas entranham-se nas meias, nos sapatos, entranham-se de tal maneira, que acho que trepam por mim acima… Opá! Que pachorra! E a cor com que ficam os sapatos? Deuses!
Depois começa a latejar a anca esquerda, de tanto nos apoiarmos nas ancas para aguentar estar para ali de pé à espera, à espera, depois é a vez da anca direita… a bater palminhas à trigésima volta no carrocel, roda, roda, roda, zuing, zuing, zuing… Pachoooooooooorraaaaa!
As miúdas umas queridas, giras que só elas! Okai! Todos os miúdos no parque, uns queridos, giros que só eles! Amorosos, sobretudo quando correm, para lá e para cá, levantam o pó da gravilha… fininhaaaaaaaa! Aparece sempre um ou outro que se lembra de atirar mãos cheias de pedras para o escorrega! Às tantas já só me apetece ser uma bruxa: “Ouve lá miúdo, és tu que vais lá a casa coser as calças rasgadas das minhas filhas, ou lavá-las? És, puto?” Ou então estou a guinchar para as minhas crianças: “Não se atira pedras! Ai, ai, ai!
O parque é também um bom local para estudar comportamentos, pais do mais grunho que há, que adoram exibir feitos dos seus rebentos nem que para isso arrisquem uma ida ao hospital. Falo daqueles que empurram o baloiço com tanta força, que até me engasgo só de olhar e fico para ali numa aflição que a criança deste tipo de abestalhado voe em direcção ao chão tal a violência com que os empurram, na iminência de um looping, prefiro afastar-me!
E lá vou a enterrar os pés na gravilha, a sacudir-me de pedras e pedrinhas a bater palminhas, a gritar: “Não faças isso ao menino… não faças isso à menina… só festinhas! Cuidado, cuiiiiiiiiidaaaaaaado! Oh Gil! Ai que elas caiem, ai pá!”
Tenho pouco estômago para desportos radicais, por isso ir ao parque é também uma aflição! Qualquer mini escorrega me parece logo uma pista preta de qualquer montanha de desportos de inverno! Cuidaaaaaaaaaaado, miúdas! Ai pá!
E então que amanhã é sábado! Dia de parque! Dia de contar pedrinhas, uma , duas, três… Ai, ai! E também vai haver festinha de anos! Oh joy! Para quando miúdas bem comportadas em exposições? em Museus? Em cenas mais fixes para os pais e igualmente enriquecedoras para pequenas infantas?
Bom fim-de-semana, caros!

8.11.12

Posso ir fazer xixi?

Posso estar que tempos na loja e não entrar ninguém. Mal enfio uma mão-cheia de pedacinhos de tosta de sésamo na boca, entram logo 2 ou 3 pessoas, sacudo as migalhas das beiças à pressa, tento engolir tudo em modo super sónico: “BOM TORRRDE! DOSCULPEee ESTAVa só a comer qualquer coisa…” Aflita, sacudo migalhas do peito, imagino os meus dentes cheios de cenas mastigadas… e nada, normalmente só querem uma informação…
Posso estar que tempos na loja e não entrar ninguém. Mal me dá um xixizinho e vou a correr fechar a porta, por instantes, está logo uma fila de gente para entrar, com mil perguntas e questões, bem me aperto, perna para lá perna para cá… aguenta! Não me aliviarei tão cedo… se calha ir fazer o meu xixi, mal abro a porta outra fila de gente, ai mas esta loja está sempre fechada? E assim ficam todos a saber que fui ao xixi. “Sabe, não posso ir lá dentro e deixar a porta aberta!” Ah faz muito bem, “quiste” agora! Ó ó, é preciso um cuidado!
Posso estar que tempos na loja e não entrar ninguém. Se estiver muito atrasada e quase a fechar a porta chega o pessoal, normalmente o pessoal que tirou o “dia” para tratar de cenas e vir cá estava na lista de prioridades! Ainda bem que vêm mas é sempre nestes momentos, é sempre a 5 minutos depois da hora de fecho… Oh Murphy!
Posso estar que tempos na loja e não entrar ninguém, e isto vale para tudo: “Ai vais aspirar? Ai vais arrumar? Ai vais só ali? Ias, beleza, ias! Volta para o teu posto, mulher! Pessoas, pessoas, pessoas!
Em casa é igual!
O rabo quase a atingir o assento do sofá… Julieeeeeeeeeee! Mãiiiiiiiiiiiiiii!
Começar a cortar cebolas, a mão já com o pivete entranhado… Julieeeeeeeeeeee! Mãiiiiiiiiiiiiiii!
Uma ida à casa de banho… Julieeeeeeeeeee! Mãiiiiiiiiiiiiiii!
Uma perna já dentro da banheira… Julieeeeeeeeeeee! Mãiiiiiiiiiiiiiii!
Nunca uma frase fez tanto sentido na minha vida: “Epáaaaaaaaa! Desamparem-me a loja, meus! Nem um xixizinho em sossego? Não, porque normalmente aparece-me logo uma criança muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito afliiiiiiiiiiiiiiiiiiita e não vaiiiiiiiiiiiiiiiiiii aguentarrrrrrrrrrrrrrrre! Não vou aguentarrrrrrrrrrrrrre, mãiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Oh well! Aguento eu! Uma mãiiiiiiiii aguenta tudo! E ao final do dia ainda um sorriso e beijinhos de boa noite! E ao final do dia ainda um Obrigado! Volte sempre!
É isto, caríssimos, até amanhã! Voltem sempre!

7.11.12

Saltos Altos.

O rabo mais espetado, a perna mais elegante, a figura mais esguia… C.O.R.T.A!
8h45: Calça o sapato! Gira! Toda confiante para o elevador! (Miro-me ao espelho, por cima de 2 cabeças encaracoladas, espeto um bocado o rabo, gira que estou!)
8h46: Criança de 2 anos a fugir pela garagem! Anda cá! Vai para o carro! Não fujas! (Primeira corridinha com sapatos de salto alto! Arrasta o pezinho, dá de lado!) Epáaaaaaa! Tropeço em qualquer coisa invisível, agarro o braço da miúda, quase que me baldo porque ela já se baldou, assim esparramada no chão… tec! Tec! Tec! Ainda gira que estou, anca para lá, anca para cá! Lá entramos no carro!
9h25: Porta da escola! Primeira paragem. 2 Crianças, uma ao colo, 1 mala, 2 lancheiras, casacos, fechar a porta do carro, começar a andar ligeiramente inclinada. Subir a primeira escadaria, entregar a primeira criança, inclinar-me para beijinho (fazer um esforço sobre-humano para me reerguer, haaaaaaaaaa! Já estáaaaaa…Tá!), descer a escadaria!
9h35: Atravessar a passo acelerado, aceleraaaaaaaaaaaadOO! A Av. Gago Coutinho! Corre, corre… a ligeira inclinação para a frente começa a fazer-se acompanhar de um rabo espetado em mega esforço, a criança que levo ao colo é tipo saca de batatas… 13kg… de geeeeente, a espernear para carregar no botão do Semáforrrrrrrrro! Pára, miúda! Ainda caio!
9h37: Subir a segunda escadaria. Bom dia! (Mães de salto agulha… do que é que me queixo? Mães de saia travada… para onde vão estas mulheres?) Tirar casaco à criança… terceira escadaria, sobe, sobe rabo gordo, pernas preguiçosas, sobe sooooooooobeEEEÊ!
09h53: Corre, mulher, corre… são quase 10 horas…correeeeeeeeeÊ! Carro estacionado a 1km da loja… para não pagar parquímetro… Corre, mulher, corre!
Gira? O rabo mais espetado, a perna mais elegante, a figura mais esguia? ONDE? ONDeeeeeeeeeeeeeeee?
10h10: Pessoa com uma luxação na anca, Eu, de saltos altos! Em sofrimento atroz por causa da ciática… pessoa meia coxa, tal o esforço. Coluna em ângulo de 35graus (não sei o que isto dá em termos práticos, entendam mulher inclinada, para a freeeeeeeeeeente!)
10h11: Abro a porta da loja! Tudo por aspirar! Saltos altos nos pés! Gritos silenciosos! Muitos “Merda pra isto tudooooooooooo!”. Tudo por aspirar… saltos Altos, ALTOS!
10h12: Lembrança dos infernos: “Hoje chegas a casa às 23h00… hoje é dia de curso… hoje lá pelas 18h entras no metro, mudas de comboio no Marquês… subir e descer escadas, mudas de comboio na Baixa-Chiado… subir e descer escadas… sais no Cais do Sodré… subir escadas... caminhas, caminhas, corressssss, quassse tropeças, pontapeias folhas à tua passagem, porque já só arrastas os pés… saltos altos! A.L.T.O.S!”
10h13: Dão chuvas torrenciais para hoje…
10h14: Para onde vão estas mulheres de saltos altos? Para onde, senhor do Céu? Algumas também já vão a marchar… numa vã tentativa de aguentar sem cair, sem as rótulas darem de si… Tec Tec Tec! E ainda são 10h…
10h15: Rabo murcho, murcho, 2 nádegas espalmadas contra a ganga das calças, murchas… 2 pernas tremeliques, ui que ainda caio… ai caio, caio, estatelo-me na loja… uma pessoa marreca ocupa o meu corpo que esta hora de esguio tem apenas a perna da ciática meio esticada de lado, qual Nureyev (tem mesmo que ser o Nureyev, porque até as mamas se me murcharam tal é a marreca à conta dos saltos!).
13h25: Não tarda, saio daqui, tenho que correr até ao carro, 1 km para não pagar parquímetro… levar o gato ao veterinário, tosquiá-lo, dar-lhe banho, esse monte de pulgas que brincou que se fartou 3 meses num jardim e regressou a casa cheio de nós no pêlo… hoje vai ao cabeleireiro… carregar a mala com o gato… para lá… para cá… Oh Joy! Heaven on Earth!
Note to self: À pergunta: “Que idade tens para andar de ténis todos os dias, já não és nenhuma miúda…” A resposta: “ O camandro é que não tenhuuuuuuuuuu! Tás ouvir? O c.am.a.n.d.r.o!
Agora bem podia dar uns saltinhos pelo Obama, mas a minha ciática… os saltos altos pá! Ainda assim, OBAMAAAAAA! Cool!

6.11.12

Já me calava!

Eu, senhora da razão:

- Rosarinho, aprende com a tua mãe! As mulheres são M.U.I.T.O mais despachadas que os homens! Resolvemos tudo bem mais depressa!

Eu, a engolir a razão... e a engasgar-me:

- Oh Gil! Giiiiiiiiiiiiileeeeeeeeeee! Gileeeeeeeeeeee! Anda cá! Andaaaaaaaaaa cáaaaaaaaaaaa! Eu não aguento isto, pá! Ajudaaaaa-me por favor com estas miúdas! Com estes gatos! Com istoooooooooooo T.U.D.O! ( e se o homem participa! se não fosse ele, eu já tinha ido de xarola muitas vezes para um qualquer retiro espiritual numa serra longínqua... ó se tinha! e chega de o bajular, senão já me lixei para uma semana... talvez ele não leia esta parte!)

- Ó mãiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Para que é que estás a chamar o pai? As mulheres não são muito mais despachadas que os homens? Foi o que tu disseste e agora estás só a chamar o pai!

Parece-me que tenho uma miúda arraçada de "Grilo do Pinóquio" cá em casa!
E o sentido de justiça das crianças é uma coisinha assim... fod... lixada!


Tento na língua, mulher! E cá para nós que ninguém nos ouve, somos mesmo M.U.I.T.O mais despachadas! Ó lá se somos!

5.11.12

Não fica bem à minha prima!

 - Vou levar esta capa de livro, sabe porquê? Porque esta fica bem à minha prima, não acha?
- Hum… (ui, ui!)
- Vou dar esta à minha prima que esta é que é a cara dela! Está a ver a minha prima?
- Ah, sim… (ui, ui!). Não fazemos embrulhos.
- Ninguém lhe pediu nenhum embrulho! Mas vai dar-me um saco? Para eu levar à minha prima.
- Sim, claro.
- É que de todas esta é mesmo, mesmo a minha prima. Só podia ser esta. Adeus.
Juro que às tantas já estava a ver a prima (que nunca vi mais gorda, nem mais magra, nem mais marreca…), tipo encosto, a rir para mim na capa de livro!
O meu medo de alminhas ou encostos é tal, que há muitos anos, achei mesmo que o meu quarto estava possuído por um qualquer “poltergeist”, que não tardava começaria a escorrer bosta verde das paredes, um barulho estranho e metálico, UINC UINC uiiiinc!, e eu petrificada, borradinha de medo, a tremer, a tremer! Dessa vez quem chamou a minha mãe fui eu! Mãiiiiiiiiiiiiiiii!
Dessa vez fiquei a saber, que a Dona Isabelinha (que Deus tem, e o melhor é respeitinho que ainda me aparece…) e o seu marido, dono de uma frota de táxis, aos 125 anos ainda pinocavam! Uinc UincUinc! Sinceramente a visão da minha vizinha em amassos com o marido, do alto dos meus 13(?) anos, era pior que qualquer exorcista a banir espíritos malignos do corpo transfigurado de mulheres histéricas e possessas! Uinc, Uinc, Uinc! Para cima e para baixo! E não eram poucas as vezes!
Já casada e na minha casa actual, tive algum receio de estar a enlouquecer e a ouvir vozes, úuuuuuuu, meeedo, m.e.d.o! Mas não,  era apenas um problema no som ambiente que ligava a qualquer hora do dia ou da noite, assim baixinhoooo, quase imperceptível, assustaaaaaaaadooooor! Aiiiiiii! Desliguei o sistema!
Búuuuuuuuuuuu! Ai que susto! Ufa era só o Passos com “ideias peregrinas” na televisão… e é nestas alturas que podia aparecer um lenhadoooor ou o Freddy Kruegeeeer… Hum, era uma ideia!
Boa semana, caríssimos!

2.11.12

Pessoas na loja!

Pessoa 01:  
- Preciso de uma coisinha… aquelas coisinhas assim (dedos entrelaçados a explicarem-me o inexplicável, porque a dona dos dedos também não sabe o que quer…), que se coisam naquelas coisas que depois tinham aquelas peças que encaixavam em coisos… sabe do que estou a falar? Tipo aquelas coisas de coiso que coiso e que coiso noutros coisos e depois se tira da coisa e se põe de coiso e coisa… não sabe?
Pessoa 02:
- Boa (arroto silencioso, mão à frente da boca, piscar de olhos) tarde! Eu (arroto silencioso, mão à frente da boca, piscar de olhos) queria uma fita (arroto silencioso, mão à frente da boca, piscar de olhos) cor-de-rosa! Ai desculpe, não sei o que tenho… (arroto silencioso, mão à frente da boca, piscar de olhos)!
Pessoa 03:
- Tem fita cor de rosa avermelhado, tipo rosa velho, género petróleo, com algum brilho tipo rosa vivo sem ser shock como se fosse bordeaux mais ou menos cor-de-rosa?
Pessoa 04:
- Se calhar não tem o que eu quero… nem vou perguntar… pois não deve ter de certeza… eu já sabia antes de entrar que não teria… não tem não… não, que eu sei! Adeus! (nunca fico a saber o que seria).
Pessoa 05:
- Quanto é que falta pra 1€? QUANTO É QUE FALTA PRA 1€? (Lá respondo aos gritos desta pessoa birolha!) Então dáaaaa-me!
Pessoa 06:
- Ah isto que práqui tem é só assim… estas coisas velhas?

Pessoa 07:
- (Quase a chorar!) Ai isto tudo me faz lembrar a minha mãezinha, a minha avozinha, eu nova…
Pessoa 08:
Nada a dizer. Entra muda sai calada.
Pessoa 09:
- Boa tarde, tem GUGH(/&UIBYTYGUOYBTYOBU? (Insiste!) GUGH(/&UIBYTYGUOYBTYOBU? Isso que práiiii tem pendurado! (Abajours?) Isso!
Pessoa 10:
- Tem que me ajudar! Quero um galão em tons de azul! Esse não gosto! Esse é muito azul! Esse é pouco azul! Muito escuro! Muito claro! Parece-me verde! Esse era quase! Já vi que não me vai ajudar!
Pessoa 11:
Se um dia souberem de uma mulher descabelada, rua fora, aos gritos, a esbugalhar os olhos, a cantar o hino…
Sou eu!
Bom fim-de-semana, pessoas!