21.9.12

Venham de lá esses ossos, pá!

Sempre tive um problema, uma pequena embirração com gente muito física. Eu sei, eu sei, eu é que sou uma besta, já estamos carecas de saber isso, e na hora do beijo e do abraço é ver-me escapar, de qualquer maneira.

Nunca fui muito beijoqueira, toda aquela cena Muaaac Kiss Kiss, como dizê-lo?, sempre achei demasiado lamechas.

Dei e dou uns belos beijos em meu marido, e volta e meia cubro de beijos as minhas pequenas herdeiras, epá, há beijos e beijos, há abraços e abraços.

Um dia, vinha da escola, um grupo de rapazes chega-se a mim, e vem de lá um, sem dentes, encosta-me à parede... e eu a olhar para aqueles dentes, pretos ou apenas buracos negros da sua própria inexistência e vá de tentar dar-me um beijo! Nojo! Tanto nojo que ainda hoje estou para saber onde arranjei força para o empurrão que lhe dei! Por sorte, não ficou zangado! E eu consegui fugir.

Ainda me lembro do meu primeiro beijo de língua (epá gosto demasiado de linguado, o peixe, para lhe chamar isso, portanto vai à brasileira) tudo em fila, miúdas, e um cromo qualquer, a dar beijos de língua às miúdas, era tipo o jogo do "batepé", mas com apenas um elemento masculino, os outros davam apenas força ou torciam-se de inveja. Nós, miúdas deviamos ser as mais anormais da história, e eu estava lá, Daaaaaaaaaaaah! Nem me recordo se o tipo era giro, devia ser péssimo, isso eu só imagino agora com 36 anos, às tantas tinha buço e borbulhas... Congelaaaaaa! Mais vale deixar isto no passado! Blanhc!

E nem vou explicar aqui todas as mil maneiras de fugir ao beijocanço a meio da missa, para mim uma das cenas mais, como dizê-lo... Arrrrrrrrrg! Pessoas na missa, direitas a nós para o beijo "fraterno", gente, que me desculpem, mas que eu nunca vi e não, obrigada, não me apetece dar beijinhos, apertozinhos-de-mãozinha, nã! Sou demasiado abestalhada, deixem-me estar, obrigada! Obrigadinha! Bazuca! Uma bazuca para mim! Obrigada!

3 experiências que explicam muita coisa, é verdade!

Sou como um iman para certas pessoas.

Pessoas que transpiram das mãos e dão "passoubemzinhos", de mãozinha mole, só a pontinha dos dedos, lânguidos, Ai! Eu às vezes também transpiro das mãos, mas sei de uns quantos truques para evitar ser desagradável para quem me cumprimenta! Nas obras (não, não fui trolha, mas para lá caminho, eu e todos, na Suiça!) de tanto subir e descer andaimes, toda eu transpirava, e assim que tinha que cumprimentar alguém, vá de raspar as mãos em qualquer superfície poeirenta e voilá, nunca havia problema, podia ser sujo, não era concerteza húmidozinho. Arg! Blanhc para mim! Sempre fui muito imaginativa! O comprimido tem ajudado!

Insistentes, "Então tudo bem?" Pimba! Palmadão nas costas!Bem já não te via há séculos!" Pimba! Palmadão no braço esquerdo! " Foooooooooooogo, tás igual!" Pimba!  Palmadão no braço direito!"Bem nem sabes quem eu encontrei e... bábláblá!" Normalmente por esta altura estou nauseada de tanto palmadão, e normalmente estes queridos interluctores, demasiado físicos, estão a dar-nos valentes palmadas com as costas da mão nos nossos braços com o mesmíssimo entusiasmo com que usam as palavras, Tás a ver? Tás a ver? E ao mesmo tempo tás, tás, tás no nosso braço... IRRA!

Os quebra-ossos, que há conta de não quererem ter nada a ver com os molinhos quase nos partem a mão em mil pedaços, CRRRRSH! Não vale de nada abrir e fechar a mão, já tentei, é inglório, a dor fica lá, o amassanço é tal, que a dor ainda dura uns bons 5 minutos, ao final do dia ainda nos vamos lembrar. Sobretudo se ao amassanço de nossa pequena mão lhe juntarem um valente safanão ao nosso indefeso braço, que na surpresa, é sacudido sem piedade. Um mimo!

E os que dão abraços? Não aqueles abraços que às vezes trocamos com um amigo, assim em jeito rápido acompanhado de um beijinho, não são esses. São aqueles abraços que recebemos se temos o azar de, numa feira exotérica, ir pedir informações sobre uma qualquer terapia alternativa e somos atendidos por uma pessoa boa, normalmente muito sorridente, com uma voz calma, e que fica logo a nossa melhor amiga e nos brinda com um lânguido "Fica bem" e nos agarra e fica para ali naquele abraço mole, muito encostadinho, palmas das mãos bem abertas nas nossas costas, a dizer umas cenas cool e peace and love... e BAZUCA! Tragam-me uma Bazuca! IRRA!

Tantos exemplos. O último, a menina  e o polícia! Se bem que vi uma montagem em que a menina foi substítuida pelo Cavaco e o polícia pelo Vitor Gaspar, e gargalhei!
A fotografia está gira, pá! Nós somos um povo de brandos costumes, não percebo bem o simbolismo, mas eu sou anhó! Há muita coisa que não percebo, será esta miúda o "Guedes" dos próximos, vá digamos, 3 meses? Também gargalhei com o "Guedes", mas nós tugas gostamos de esmiúçar tudo, nós e os telejornais portugueses, até à exaustão! Tipo o abraço do tipo exotérico, e dura e dura e dura!

Venham de lá esses ossos, caríssimos! Bom fim de semana!

1 comentário:

  1. Como eu te compreendo! Comentários das beatas aqui neste meio pequeno " Olha a pirosa, olha a gorda pffff" anyway, não vou mudar o meu comportamento! bjs e by the way ADORO O BLOG!

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