2.10.12

Que pivete!

Cheiros, não suporto cheiros. Maus cheiros. E o que para mim é um mau cheiro para outros pode ser um cheiro maravilhoso. “Vanderbilts” e cheiros a “Isabelina” fazem parte da minha memória olfactiva dos horrores.
Nem vou falar do metro porque isso é um clássico. E basta aquele cheiro “a pessoa”, para já ser desagradável. Tenho sérios problemas com cheiro “a pessoa”.

Sou portanto uma mete-nojo. Há pessoas lavadinhas com as quais gosto de me cruzar em elevadores. Aquelas que cheiram a colónia de bebé ou a sabonete mereciam um beijinho logo pela manhã. Já cheiro a perfumes, daqueles espessos e amarelos (Conselho deste nariz: não comprem perfumes de cor amarelo-torrado, acabam sempre por ficar a cheirar a perfume rançoso!) é o martírio.

Então se aos cheiros juntarmos gordura, sujidade amarela, há vómitos! Ai há!
Durante alguns anos visitei muitas casas, tantas que lhes perdi a conta. O meu trabalho a isso me obrigava. Apanhei de tudo. Cheirei de tudo. Mesmo tudo!

Na maioria, as pessoas são cuidadosas com as suas casas. Mas há uma minoria. Há sempre uma minoria!
E aos cheiros se juntarmos gordura e sujidade indefinida, temos BOMBAaaaaaaaa!

Há uns anos entrei numa casa onde me esperava uma senhora e um cão.
Pareciam normais quando abriram a porta. Mal entrei descobri que o cão era uma fera de 30cm de altura por 40cm de comprimento. Uma coisa meio rectangular, ranhosa, peludo-despenteada-com peladas que ladrava em falsete e a quem eu devo ter parecido uma salsicha porque a vontade de me abocanhar era por demais evidente. O sacana do cão, ao colo da dona, a qual lhe dava beijos e lhe falava como se de um bebé se tratasse, cheirava tanto a cão, aquele cheiro indefinido de coisa porca, e a mulher aos beijos naquele fedorento.
Era de tarde, devia ser Inverno, e era necessário acender as luzes dentro de casa. Como a senhora da bata estava com aquela coisa pulguenta ao colo, começa a dizer-me para ser eu a fazê-lo.

ARGGGGGGGGG! NOOOOOOOOOOOOJJJJJJJOOOOOOOOOOO! Ainda hoje estou a ver o meu dedo, em câmara lenta, esticadinho de asco, em direcção a um interruptor com o dobro do tamanho normal tal era a camada de gordura!
- Oh talvez não seja preciso acender a luz! Eu vejo bem! – BLHACAAAAAAAAA!

- Acenda, acenda!
- Não, deixe estar, deixe estar… (ARGGGGGGGGGGGG) Pronto já está! – BLHACAAAAAAAAA!

Sempre fui assim, não consigo, acabo sempre por me lixar e meter a “mão na merda”! Só para não ofender os outros ostensivamente, lixo-me sempre! Porque a vontade era: “Sua grande porcalhona passa aqui o dia alampada não podia passar um paninho na casa? HÃ? Francamente pá!
Continuei a visita com o dedo completamente tenso! Esticaaaaaaaaadinho! Para não me esquecer e no elevador do prédio não ter nenhuma tentação de coçar o nariz ou algo de género e só depois me lembrar que tinha acabado de enterrar o dedo numa camada espessa de gordura amarela! ARGGGGGGGGGGG! FÓNIIIIIIIX! PÁ!

Sarpei dali para fora, em passos largos, os possíveis porque como o chão estava todo peganhoso, a sensação é a mesma de andar em cima de caramelo derretido! E vamos imaginar caramelo, para eu não vomitar agora que já lá vai tanto tempo! BLHACAAAAAAAAA!
Isto porque, hoje fizemos a viagem Casa-escola com um cheiro a podre no carro. Trazíamos a tartaruga da escola no carro, após um fim-de-semana em nossa casa. Epá Fóooooooniiiiiiiix, meus! Acho que pode ter morrido em nossa casa! O cheiro era uma cena de esgoto com camarão! Estaria em putrefação? Ou antes de hibernar larga todos os puns para depois não ter problemas? Ai a minha sorte!

Pois que agora a abécula que lá foi à escola falar de velhas e miséria e morte, bem que podia ir lá explicar aos meninos e meninas a sorte da tartaruga! Ou isso ou eu vou ter que comprar uma tartaruga nova!
Opáaaa!

1 comentário:

  1. Hoje estive no Aquário Vasco da Gama, que tem 3 grandes tartarugas... vivas... e a ideia de elas desatarem aos puns... :D :D :D ahahahahahah!
    Estou a rebolar de riso!!

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